Lula encaminha duas trocas na diretoria do Banco Central
Petista assinou exoneração de dois diretores do BC, em razão do término de seus mandatos na autarquia
O presidente Lula (PT, foto) ganhou espaço para fazer mais duas indicações ao Banco Central. O petista assinou nesta quarta-feira, 24, a exoneração de dois diretores do Banco Central (BC), em razão do término de seus mandatos.
Com isso, Diogo Abry Guillen, da Política Econômica, e Renato Dias de Brito Gomes, da Organização do Sistema Financeiro, vão deixar seus cargos em 1º de janeiro de 2026.
Até o momento, Lula não anunciou os seus indicados para as vagas na diretoria do Banco Central. As escolhas do petista serão analisada e votadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pelo plenário da Casa.
Os membros da diretoria do Banco Central e do Comitê de Política Monetária (Copom) têm mandatos fixos de quatro anos.
Dos nove diretores da atual formação da autarquia, sete foram indicações de Lula. Diogo Guillen e Renato Dias de Brito Gomes foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pressão petista
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, atribuiu nesta segunda-feira, 22, o avanço da dívida pública principalmente ao patamar elevado da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, definida pelo Banco Central
A fala foi uma crítica em relação às análises que apontam as despesas do governo como principal fator de pressão sobre as contas públicas. Pelo X, antigo Twitter, Gleisi afirmou que a política monetária tem peso maior no crescimento do endividamento do que o aumento dos gastos federais.
Segundo ela, parte da cobertura econômica “insiste” em destacar um crescimento real de cerca de 5% nas despesas, acima da inflação, mas ignora que os juros estariam cerca de 10 pontos percentuais acima da variação inflacionária.
“A maior responsável pelo aumento da dívida pública continua sendo a taxa básica de juros de 15% ao ano, e não a despesa do governo, diferentemente do que a gente lê na mídia mais uma vez neste final de ano. Apontam um crescimento de 5% acima da inflação na despesa, mas querem ignorar que os juros estão 10% mais altos do que a inflação”, escreveu Gleisi, sem citar diretamente o BC e Gabriel Galípolo, indicado por Lula para a presidência da autarquia.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)