Acidente aéreo mata ex-piloto da NASCAR nos EUA
Aos 55 anos, ele viajava em um jato Cessna C550 com a esposa, Cristina, os filhos Emma e Ryder e três amigos próximos
A morte do ex-piloto de NASCAR Greg Biffle em um acidente aéreo na Carolina do Norte, em 18 de dezembro de 2025, deixou o automobilismo de luto.
Aos 55 anos, ele viajava em um jato Cessna C550 com a esposa, Cristina, os filhos Emma e Ryder e três amigos próximos quando a aeronave caiu perto do Aeroporto Regional de Statesville; as sete pessoas a bordo morreram, segundo autoridades locais.
O que se sabe sobre o acidente aéreo de Greg Biffle
Segundo a Patrulha Rodoviária Estadual da Carolina do Norte, o acidente ocorreu sob neblina e visibilidade reduzida, em condições meteorológicas desfavoráveis para pouso visual.
O Cessna C550 havia decolado do próprio Aeroporto Regional de Statesville e tentou retornar pouco depois, caindo em área próxima à pista e pegando fogo após o impacto, o que dificultou a identificação imediata das vítimas.
Testemunhas relataram ter visto o avião voando em altitude muito baixa antes da queda, sugerindo uma tentativa de aproximação em situação crítica.
O encontro para o qual o grupo se dirigia seria um momento de lazer entre amigos, o que intensificou o choque entre familiares, conhecidos e admiradores do ex-piloto.
Not a Good news from Statesville Regional Airport : A Cessna 550 Citation (N257BW) took off from Statesville airport but returned back immediately and tried to land.
— FL360aero (@fl360aero) December 18, 2025
The aircraft crashed approximately 10:15am on the landing attempt back at the airport.#aircraft #aviation… pic.twitter.com/f1F0XwxYzE
Como estão sendo conduzidas as investigações oficiais
Órgãos federais de investigação dos Estados Unidos abriram inquérito para apurar as causas do acidente, avaliando clima, manutenção da aeronave, plano de voo e possível erro operacional.
Serão analisados dados de radar, comunicações com a torre de controle e eventuais registradores de dados de voo, em um processo que costuma levar meses até a emissão de um laudo final.
O avião estava registrado em nome de Greg Biffle, prática comum entre ex-atletas e empresários que utilizam jatos particulares com frequência.
A checagem de histórico de manutenção, qualificações do piloto e eventuais notificações técnicas será central para entender a sequência de eventos que levou à queda.
Quem foi Greg Biffle na história da NASCAR
Greg Biffle iniciou a carreira profissional em meados da década de 1990 e rapidamente se destacou nas divisões de acesso da NASCAR.
Conhecido como The Biff, construiu reputação de piloto consistente, versátil em diferentes tipos de circuito e competitivo ao longo de várias temporadas.
Sua trajetória inclui conquistas relevantes e reconhecimento oficial dentro da categoria, que o incluiu na lista dos 75 maiores pilotos da história da NASCAR em 2023. Entre os principais marcos, destacam-se:
- Título em divisões de acesso, como a Truck Series.
- Vitórias expressivas e boas campanhas na Xfinity Series.
- Presença constante na elite da NASCAR, com pódios e triunfos.
- Participação em eventos e ações ligadas ao automobilismo após a aposentadoria.
Como era a vida pessoal e familiar de Greg Biffle
Fora das pistas, Biffle dividia seu tempo entre negócios, filantropia e a vida em família. Nascido em Vancouver, Washington, mantinha vínculos com a comunidade local e apoiava projetos beneficentes ligados a esportes e infância.
Em 2022, casou-se com Cristina Grossu Biffle, corretora de imóveis, agente de viagens de luxo e empresária do ramo de joias.
Ele era pai de Emma, de relacionamento anterior com Nicole Lunders, e de Ryder, fruto da união com Cristina; viagens em família e eventos sociais marcavam uma fase considerada estável em sua vida pessoal.
Quais impactos o acidente traz para a comunidade da NASCAR
A morte de Greg Biffle abalou profundamente a comunidade da NASCAR, que mantém fortes laços entre pilotos, ex-pilotos, equipes e patrocinadores.
A categoria costuma organizar homenagens públicas em casos de tragédia, com minutos de silêncio, mensagens em carros e capacetes e tributos em corridas e transmissões.
O acidente também reforçou debates sobre a segurança em voos particulares usados por atletas e executivos do esporte, especialmente em condições meteorológicas adversas.
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