Corinthians mira empréstimo milionário só para derrubar transfer ban
O cenário financeiro do Corinthians em 2025 chama atenção pela combinação de dívidas elevadas, punições esportivas e necessidade de novas fontes de recursos.
O cenário financeiro do Corinthians em 2025 chama atenção pela combinação de dívidas elevadas, punições esportivas e necessidade de novas fontes de recursos.
A diretoria estuda um empréstimo significativo para honrar compromissos de fim de ano, manter o fluxo de caixa e regularizar pendências que afetam diretamente o desempenho do clube no mercado da bola.
Como está a situação financeira geral do Corinthians em 2025
O Corinthians acumula endividamento em torno de R$ 2,7 bilhões e enfrenta dificuldades para equilibrar as contas no curto prazo.
Mesmo com receitas previstas de campeonatos nacionais e da Copa do Brasil, a diretoria avalia que esses valores não bastam para cobrir salários, encargos e dívidas com outros clubes.
Para evitar atrasos em pagamentos e novos problemas com credores, o clube analisa alternativas de crédito e adiantamento de receitas futuras.
A situação é acompanhada de perto pelo conselho e órgãos internos de controle.
O que envolve o empréstimo de aproximadamente R$ 70 milhões
A diretoria financeira trabalha com um empréstimo próximo de R$ 70 milhões para cobrir despesas imediatas.
Parte relevante do valor seria usada para quitar pendências com outros clubes e compromissos operacionais de fim de ano, evitando novos atrasos.
As conversas envolvem a Liga Forte União (LFU), com modelo baseado em adiantamento de cotas de TV de 2026, em duas parcelas, com juros atrelados ao CDI acrescido de cerca de 3 pontos percentuais.
O Conselho de Orientação já autorizou operações de até R$ 100 milhões para dar margem de negociação.
⚠️O Corinthians decidiu recorrer a um empréstimo de cerca de R$ 70 milhões para fechar as contas de fim de ano e resolver pendências que ainda travam o clube de fazer contratações no mercado. O valor será obtido junto à Liga Forte União.
— Loucos do Bando (@loucosdobandoo) December 18, 2025
Mesmo considerando os repasses da LFU… pic.twitter.com/ll1RgS0HoJ
Como o transfer ban por Félix Torres afeta o Corinthians
O transfer ban em vigor desde agosto decorre de uma dívida em torno de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, pela contratação do zagueiro Félix Torres.
Enquanto não houver quitação ou acordo aceito pela Fifa, o clube não pode registrar novos reforços, mesmo tendo recursos.
Além desse caso, o Corinthians soma mais de R$ 125 milhões em condenações na Fifa e no CAS em pelo menos seis processos.
Isso aumenta o risco de novos bloqueios, multas e sanções, pressionando ainda mais a necessidade de recursos imediatos.
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Como será estruturado o pagamento do empréstimo planejado
O pagamento do empréstimo será organizado por meio de uma engenharia financeira que combina adiantamento de receitas e alongamento de prazos.
A liberação de até R$ 100 milhões permite ajustar o valor final conforme a necessidade de caixa e o andamento das negociações.
O plano de uso e quitação do empréstimo segue etapas principais, que organizam tanto a entrada quanto a saída dos recursos:
- Definir o valor exato do empréstimo, próximo de R$ 70 milhões.
- Firmar contrato com a LFU ou instituição parceira, com juros em CDI + 3%.
- Destinar parte imediata para pagar o Santos Laguna, outras transferências e obrigações trabalhistas.
- Abater o valor emprestado nas cotas de TV de 2026, em duas parcelas.
Quais podem ser os impactos futuros para o clube
O empréstimo e o fim do transfer ban são vistos como medidas para ganhar tempo e preservar competitividade esportiva.
A médio prazo, a estabilidade dependerá da gestão das dívidas internacionais, do controle de gastos com futebol e da maximização de receitas comerciais e de competições.
Avanços em torneios como a Copa do Brasil podem aliviar parcialmente a pressão de caixa, mas não resolvem o problema estrutural.
Em um cenário de forte endividamento, cada resultado em campo também influencia negociações com patrocinadores, ligas e o próprio mercado da bola.
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