Van Hattem protocola pedido de prorrogação da CPMI do INSS
Requerimento prevê mais 120 dias de investigações sobre fraudes nas aposentadorias e pensões
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) protocolou nesta quinta-feira, 18, um pedido pedido de prorrogação da CPMI do INSS, após a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto.
Caso consiga o número necessário de assinaturas, o colegiado realizará os trabalhos até o fim de julho. A atual data de encerramento está prevista para 28 de março de 2026.
Van Hattem garantiu que a comissão seguirá investigando todos os envolvidos, sem exceções.
“ATENÇÃO!! Acabo de protocolar pedido de prorrogação da CPMI do roubo dos aposentados do INSS por mais 120 dias. Com a operação deflagrada hoje pela Polícia Federal por ordem do ministro André Mendonça, incluindo 16 decretações de prisões, e o final das investigações no Congresso previsto para 28 de março de 2026, é fundamental alargarmos o prazo de investigações da nossa CPMI do INSS. Vamos investigar a todos, até o fim, sem nenhuma exceção, para que os ladrões dos aposentados sejam punidos e o dinheiro do roubo devolvido a cada lesado com a devida indenização. Cobre dos deputados e senadores que assinem com URGÊNCIA este requerimento pois precisamos de 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado!”, escreveu no X.
Alvos e prisões
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão do senador Weverton Rocha, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrariamente.
Foram presos o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, ex-chefe de gabinete de Weverton Rocha, Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis.
Weverton Rocha, um ‘peixe grande’ no esquema
Como mostramos, a CPMI do INSS apontava o senador Weverton Rocha como um dos chamados ‘peixes grandes’ no esquema.
O outro nome na mira da comissão é o do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT).
Sobre Weverton, a esperança da CPMI era que a PF pudesse desdobrar eventuais relações dele com o empresário Gustavo Marques Gaspar.
Gaspar é ex-assessor do senador.
Ele é apontado não somente como homem de confiança de Rocha, como alguém que teria assinado um documento que dava amplos poderes ao consultor Rubens Oliveira Costa, apontado pela PF como o “carregador de mala” do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
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