PF pediu prisão do senador Weverton Rocha, mas PGR foi contra
Senador do PDT é apontado como "'sustentáculo político' da operação criminosa" em decisão que autorizou nova fase da Operação Sem Desconto
A Polícia Federal pediu a prisão do senador Weverton Rocha (PDT-MA) no âmbito da Operação Sem Desconto, mas a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou contra.
A Polícia Federal destaca na investigação sobre descontos não autorizados em pensões do INSS que “os principais investigados mantinham vínculos estreitos com agentes políticos, especialmente um Senador da República, que figuraria como ‘sustentáculo político’ da operação criminosa, o que ampliava a capacidade de influência e blindagem institucional do grupo”.
É o que diz o despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão do secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal.
A decisão detalha o seguinte:
“O papel estratégico de ALEXANDRE [Caetano, contador da empresa Vênus Consultoria e Assessoria Empresarial S.A., apontada como utilizada para formalização de contratos simulados] torna-se ainda mais evidente quando analisados os diálogos que se referem ao relacionamento político dos investigados: registros encontrados entre seus arquivos e os de RUBENS [Costa] incluem planilha com referência ao Senador WEVERTON ROCHA, identificado pela Polícia Federal como núcleo político que viabilizaria as atividades de ANTÔNIO CAMILO (fls. 10-11). Esse teor demonstra que ALEXANDRE não apenas participava das operações financeiras, mas também manejava aspectos sensíveis envolvendo articulação política e distribuição de recursos.”
Apesar de não ter sido preso, Weverton foi alvo de busca e apreensão em sua residência.
Em nota, Weverton disse que está à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas “assim que tiver acesso integral” à decisão.
“O senador Weverton Rocha informa que recebeu com surpresa a busca na sua residência, com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão”, disse o parlamentar em nota.
Leia mais: Ministro tenta se afastar de ex-secretário-executivo preso pela PF
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Comentários (1)
Rosa
18.12.2025 13:17Igual ao governo bolsonaro com augusto aras....... tudo dominado, nada funciona como deveria neste país...