Ciclone com fortes rajadas de vento fecha parques em SP
Em situações de ventos intensos associados a ciclones extratropicais e linhas de instabilidade, controlar o acesso aos parques é uma medida preventiva
Parques urbanos e áreas verdes da capital e da Região Metropolitana de São Paulo foram temporariamente fechados após a passagem de um sistema de ventos fortes, com rajadas que chegaram a 96 km/h entre os dias 9 e 10 de dezembro.
Como funciona o fechamento preventivo de parques em dias de ventania
O procedimento segue normas técnicas de gestão de risco da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e de órgãos municipais e estaduais.
Em situações de ventos intensos associados a ciclones extratropicais e linhas de instabilidade, controlar o acesso aos parques é uma medida preventiva para proteger visitantes, trabalhadores e a própria vegetação.
A orientação é que áreas verdes sejam fechadas quando rajadas ultrapassam cerca de 40 km/h ou quando há alerta de queda de galhos e árvores.
Ventos na faixa de 90 km/h elevam muito a chance de tombamento de exemplares fragilizados por idade, pragas, doenças, podas antigas ou solos encharcados por chuvas fortes.
COMUNICADO OFICIAL – PREFEITURA DE SÃO PAULO
— Prefeitura de São Paulo (@prefsp) December 10, 2025
Devido às rajadas de vento que atingem até 90 km/h (CGE), TODOS os parques municipais estarão FECHADOS nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. A medida tem caráter preventivo e visa garantir a segurança da população. Previsão…
Quais foram os impactos do vento forte sobre os parques
A interrupção temporária do funcionamento de ao menos 12 parques na capital e na Grande São Paulo foi motivada por rajadas acima de 90 km/h em áreas com grande concentração de árvores.
Além da exposição de frequentadores, essas condições podem comprometer trilhas, estruturas de apoio, equipamentos esportivos e mobiliário urbano.
Segundo a Defesa Civil Estadual e prefeituras, houve mais de 500 chamados por queda de árvores e galhos em vias públicas e áreas de lazer.
Os parques permanecem fechados até a conclusão de vistorias, remoção de material vegetal comprometido e avaliação do risco de novas quedas, especialmente em solos instáveis.
Quais parques foram temporariamente fechados na capital e Grande SP
A lista de parques fechados inclui locais de lazer de bairro e áreas de preservação com trilhas, corpos d’água e fragmentos de mata nativa. Muitos desses espaços cumprem função ambiental relevante, como proteção de nascentes, várzeas e margens de reservatórios.
A ventania de hoje derrubou uma árvore na Avenida Paulista, bloqueando o acesso à Japan House, em SP pic.twitter.com/h8yNIUFTdi
— SOS FAMÍLIAS CARENTES e PELAS 4 PATINHAS (@SOSFAMILIASBR) December 10, 2025
Esses parques foram citados pelas autoridades como afetados pela medida de fechamento temporário:
- Zona Leste da capital: Parque Maria Cristina, Parque Itaim Biacica, Parque Engenheiro Goulart (PET), Parque Vila Jacuí e Parque Belém – Manoel Pita.
- Zona Norte: Parque da Juventude – Dom Paulo Evaristo Arns.
- Zona Sul: Parque Ecológico do Guarapiranga.
- Grande São Paulo: Parque Várzea do Embu (Embu-Guaçu), Parque Chácara da Baronesa (Santo André), Parque Jequitibá (Cotia), Parque Gabriel Chucre (Carapicuíba) e Parque Nascentes do Tietê (Salesópolis).
Quais etapas compõem o protocolo de segurança nos parques
O protocolo de segurança é baseado na gestão de risco e na atuação coordenada de equipes de meteorologia, arborização e engenharia. O objetivo é reduzir danos à infraestrutura, ao patrimônio ambiental e à integridade física das pessoas, reabrindo as áreas apenas quando consideradas seguras.
Entre as etapas previstas estão o monitoramento contínuo de alertas, o fechamento preventivo de acessos, a vistoria em campo para identificar árvores danificadas, a remoção e poda de galhos com risco iminente de queda e a liberação gradual de trechos conforme a avaliação técnica.
Como a população é afetada e quais cuidados adotar após a reabertura
O fechamento temporário altera a rotina de quem usa os parques para caminhada, corrida, esportes e lazer em família, muitas vezes deslocando essas atividades para ruas e calçadas menos adequadas. A tendência, com eventos climáticos extremos mais frequentes, é que protocolos de fechamento preventivo sejam acionados com maior regularidade.
Após a reabertura, recomenda-se atenção a áreas em recuperação, respeito às interdições de trilhas e às sinalizações, uso preferencial de caminhos oficiais, além de evitar a proximidade de árvores isoladas em dias de ventania.
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