Polícia identifica criminosos que roubaram obras de Matisse e Portinari em SP
Gravuras estavam expostas na Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista
A Polícia de São Paulo identificou dois criminosos que invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, e roubaram 13 obras de arte de Henri Matisse e Candido Portinari.
Segundo a polícia, os suspeitos, cujos nomes não foram divulgados, são procurados pelas autoridades.
A identificação ocorreu com a ajuda do sistema SmartSampa, cujas câmeras de vigilância flagraram a dupla andando com as obras roubadas na manhã de domingo, 7.
As imagens mostram uma van azul estacionando às 10h43.
Um suspeito desce do veículo e segue pela calçada, enquanto o outro desce em seguida e vai na mesma direção.
Logo depois, eles retornam ao veículo.
Um deles retirou duas telas da van. O outro saiu com um papel nas mãos.
Em outra imagem é possível ver um dos criminosos deixando três telas encostadas no muro do cruzamento da Rua João Adolfo com a Alfredo Gagliotti.
Foram levadas oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”, conforme informou a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado.
As obras pertenciam à exposição Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade.
O roubo
A Secretaria da Segurança Pública informou que dois homens renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava a Biblioteca Mário de Andrade na manhã de domingo.
“A pasta informa que as obras expostas contam com apólice de seguro vigente, e que o local dispõe de equipe de vigilância, sistema de câmeras de segurança. Todo o material que possa servir à investigação está sendo fornecido para as autoridades policiais. A Polícia Militar atendeu a ocorrência e a Guarda Civil Municipal (GCM) reforçou o policiamento”, disse a secretaria.
O caso foi registrado no 2º DP (Bom Retiro), mas será investigado pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).
O curador-chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), Cauê Alves, afirmou que os valores do seguro das obras não podem ser revelados.
Domingo era o último dia da exposição.
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