María Corina Machado vai a Oslo para receber Nobel da Paz
Secretário do Comitê Norueguês do Nobel confirma presença da líder venezuelana em evento, mas evita detalhes por questões de segurança
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, confirmou que viajará a Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz, em 10 de dezembro. A presença da líder opositora na cerimônia permaneceu incerta até esta semana, diante das ameaças do regime de Nicolás Maduro e das preocupações com sua segurança.
“Estive em contato com a senhora Machado esta noite e ela me confirmou que estará em Oslo para a cerimônia”, afirmou Kristian Berg Harpviken, secretário do Comitê Norueguês do Nobel.
Ele acrescentou em mensagem enviada à AFP que, “dada a situação de segurança, não podemos dar mais detalhes sobre a data e a forma em que virá”.
Deslocamento
O presidente do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, alertou que o deslocamento da opositora representa um risco concreto, já que “o regime da Venezuela disse que quer tirá-la do caminho”.
Ele disse esperar que a segurança de Machado seja garantida tanto no trajeto à Noruega quanto no possível retorno à Venezuela.
A própria líder afirmou anteriormente que só poderia deixar a Venezuela quando existissem condições de liberdade.
Além de Machado, o ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia também confirmou presença em Oslo.
Exilado na Espanha desde setembro de 2024, após a emissão de uma ordem de detenção, ele viajará à Noruega.
A cerimônia deve reunir líderes internacionais. Entre eles, o presidente argentino Javier Milei, que confirmou sua participação, segundo a equipe de campanha de Machado.
Os presidentes do Equador, Daniel Noboa, e do Panamá, José Raúl Mulino, também haviam confirmado presença.
O Nobel da Paz concedido à opositora reconhece seu “incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Tensão entre Venezuela e EUA aumenta
Os Estados Unidos intensificaram a presença militar na região do Caribe.
Na última segunda-feira, 1º, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o almirante Mitch Bradley deu autorização para um segundo ataque contra embarcações que, segundo Washington, transportavam drogas no mar do Caribe, o que teria resultado na morte de sobreviventes do primeiro bombardeio. Anteriormente, tais informações eram negadas.
Leavitt afirmou que o almirante Bradley “agiu dentro dos limites de sua autoridade e da lei que regeu a operação, garantindo a destruição da embarcação e a eliminação da ameaça aos Estados Unidos da América”.
Leia também: Casa Branca confirma ataque que matou sobreviventes no Caribe
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Comentários (1)
MARCEL SILVIO HIRSCH
06.12.2025 11:07María Corina Machado engrandece o Nobel. Parabéns!