MPF recorre de decisão que soltou Daniel Vorcaro
Recurso será analisado na próxima semana pela 10ª Turma do TRF-1, composta por outros dois desembargadores
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu nesta terça-feira, 2, da decisão proferida pela desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal (TRF-1), que ordenou a soltura de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e outros quatro executivos da instituição financeira.
O recurso será analisado na próxima semana pela 10ª Turma do TRF-1, composta por outros dois desembargadores.
A decisão de libertar Vorcaro levou em consideração, entre outros elementos, o fato de o banqueiro ter comunicado previamente ao Banco Central (BC)que viajaria para Dubai com o objetivo de negociar a venda do banco.
A defesa do empresário negou risco de fuga e anexou ao pedido de liberdade um documento que, segundo a magistrada, “comprova que o paciente, em reunião por videoconferência com o Banco Central, na manhã de 17/11/2025, comunicou expressamente que viajaria a Dubai naquele mesmo dia para assinar a venda da instituição”.
Tornozeleira eletrônica
Livre da cadeia, Vorcaro será obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter qualquer tipo de contato com outros alvos da investigação, além de não poder se ausentar do município onde reside e de não poder exercer “atividade de natureza econômica/financeira”.
A decisão que o beneficiou foi estendida aos outros quatro detidos na Operação Compliance Zero: Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, também sócio da instituição; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master; e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do banco.
Vorcaro é apontado como o principal alvo da apuração que investiga uma suposta organização criminosa. O grupo seria responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em pelo menos 10 bilhões de reais. O foco da investigação está na venda de créditos supostamente falsos realizada pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
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