CBF confirma Fair Play Financeiro para o futebol brasileiro
O futebol brasileiro está prestes a entrar em uma nova era de sustentabilidade financeira.
O futebol brasileiro está prestes a entrar em uma nova era de sustentabilidade financeira. Em São Paulo, a CBF revelou o Sistema de Sustentabilidade Financeira do Futebol Brasileiro, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026.
Este sistema visa promover um maior equilíbrio financeiro entre os clubes das Séries A e B, através de um conjunto de regras estruturadas sobre quatro pilares principais, que serão monitorados pela recém-criada ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol).
Uma parte crucial deste novo sistema é a introdução de regras de fair play financeiro rigorosas, projetadas para promover a transparência e a viabilidade econômica a longo prazo dos clubes.
A iniciativa não só considera as dívidas acumuladas, mas também os aspectos do equilíbrio operacional, controle dos custos com elenco e a gestão de eventos de insolvência.
As medidas incluem controles rigorosos sobre receitas e despesas, limites de déficit e a obrigatoriedade de superávit nas operações dos clubes.
Como serão controladas as dívidas dos clubes de futebol?
As medidas relacionadas às dívidas em atraso fazem parte de um esforço para garantir que os clubes não apenas cumpram com suas obrigações financeiras, mas também mantenham um fluxo de caixa saudável.
Haverá três janelas anuais de monitoramento: em março, julho e novembro. Durante esses períodos, os clubes preencherão formulários de autodeclaração e registrarão todas as transações financeiras em um sistema especializado da CBF.
Este sistema também armazenará contratos de atletas e pagamentos previstos, que terão que ser registrados antes da publicação nos boletins informativos.
⚠️ ATENÇÃO! O plano de Fair Play Financeiro do futebol brasileiro, que foi apresentado hoje pela CBF:
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) November 11, 2025
• A implementação será gradual e começará em janeiro de 2026.
• Até 2029, os clubes terão que limitar o gasto com a remuneração e amortização de atletas a no máximo 70% da… pic.twitter.com/DNn9zMpncu
O que esperar dos clubes do futebol brasileiro em relação ao equilíbrio operacional?
Os clubes serão incentivados a funcionar dentro de um modelo de negócios sustentável e lucrativo. O equilíbrio operacional será garantido através de controle rigoroso sobre receitas e despesas, exigindo que apresentem superávit.
Caso ocorram déficits, os clubes poderão utilizar aportes de capital para equilibrar suas contas, respeitando limites preestabelecidos.
Na Série A, o déficit não deve ultrapassar R$ 30 milhões ou 2,5% das receitas; na Série B, o limite é de R$ 10 milhões. Estes valores não incluem gastos em categorias de base, infraestrutura, futebol feminino, e outras áreas específicas.
Leia também: Imprensa internacional exalta “desfile” de Estêvão em vitória do Chelsea contra o Barcelona
Esse é um dos pilares do Fair Play da CBF: Controle de dívidas em atraso.
— Vai Corinthians (@lucassennav8) November 26, 2025
3x por ano vão monitorar isso.
A partir de 01/01/2026, dívidas anteriores a essa data tem que ser pagas até 30/11/2026.
Alô, dirigentes e conselheiros do Corinthians, a mamata acabou pic.twitter.com/H16xAlwZPl
Quais são as regras para a gestão dos custos com elencos?
Os clubes precisarão gerir seus elencos de forma mais conservadora e estratégica, com limites de 70% para despesas com salários e transferências, calculados sobre a soma de receitas, transferências líquidas e aportes.
Até 2027, os clubes sofrerão apenas advertências por violações, mas a partir de 2028, os limites se tornam mais rigorosos com um percentual inicial de 80% para esta categoria, atingindo 70% e 80% para as Séries A e B, respectivamente, até 2029.
Como funciona o monitoramento de eventos de insolvência?
Numa tentativa de evitar o colapso financeiro de qualquer clube, regras estritas para eventos de insolvência foram planejadas.
A folha salarial deve manter-se na média dos seis meses anteriores e qualquer investimento em novos jogadores deve ser igual ou inferior ao valor vendido.
Além disso, relatórios financeiros auditados tornaram-se obrigatórios, reforçando a necessidade de uma gestão financeira responsável e transparente.
Essas reformas representarão um grande passo para o futebol brasileiro, promovendo estabilidade financeira e integridade desportiva.
Com o apoio e a implementação cuidadosa dessas novas regras, espera-se que os clubes consigam não só sobreviver, mas prosperar em cenários econômicos cada vez mais desafiadores.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)