Arthur Brooks, especialista em felicidade: “Nossas piores decisões vem de deixar o sistema límbico nos guiar”
Para evitar que o sistema emocional nos controle completamente, Brooks promove a metacognição como uma ferramenta chave.
Entender como gerenciar as emoções e nossa felicidade, se tornou um dos maiores desafios do bem-estar contemporâneo. Atualmente, a rapidez com que as coisas acontecem e o estresse associado a isso influenciam significativamente nossas reações.
Arthur Brooks, especialista em felicidade, sugere que muitas de nossas decisões mais desfavoráveis são resultado de ceder ao sistema límbico, uma parte do cérebro que lida com emoções primitivas.
Para evitar que esse sistema emocional nos controle completamente, Brooks promove a metacognição como uma ferramenta chave.
A metacognição compreende um conjunto de técnicas que permitem transferir a experiência emocional do sistema límbico para o córtex pré-frontal, onde ocorre o raciocínio e a tomada de decisão.
Ao alcançar essa mudança, as emoções passam a ser gerenciadas de forma mais consciente.
Como as emoções influenciam nossas decisões?
As emoções, embora essenciais para a experiência humana, muitas vezes conduzem a ações impulsivas que podem não ser as melhores para o nosso bem-estar a longo prazo.
Ao operar a partir do sistema límbico, nossas respostas tendem a ser rápidas e baseadas no instinto ao invés da lógica. Isso pode resultar em decisões que, ao olhar para trás, gostaríamos de ter enfrentado com mais cautela.
Por isso, transferir o gerenciamento emocional para o córtex pré-frontal, por meio da metacognição, pode oferecer uma mudança significativa na forma como enfrentamos situações cotidianas.
.@frmikeschmitz sits down / Harvard professor, bestselling author, & devoted Catholic @arthurbrooks to explore what it really means to wait well—not just for something you don’t have yet, but for God who meets you in the waiting.
— Ascension (@AscensionPress) November 24, 2025
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Estratégias simples para o manejo emocional
Entre os métodos propostos por Brooks para alcançar um melhor controle emocional, encontram-se práticas simples, como o famoso conselho de “contar até dez” antes de reagir com raiva.
Essa técnica permite dar tempo para que o frenesi emocional diminua, favorecendo uma resposta mais ponderada.
Adicionalmente, a meditação, especialmente a atenção plena ou mindfulness — como a Vipassana budista — ajuda a observar as emoções de uma perspectiva externa, o que contribui para diminuir sua intensidade inicial.
Técnicas como respiração consciente e exercícios físicos leves também podem complementar essas estratégias, promovendo ainda mais equilíbrio emocional.
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O papel do diário e da oração na regulação da felicidade
Brooks recomenda manter um diário pessoal como uma ferramenta para o pensamento racional. Ao escrever sobre as emoções, o cérebro ativa áreas relacionadas ao raciocínio em vez de apenas ao sentimento.
Da mesma forma, a oração funciona de maneira semelhante, pois exige um foco reflexivo que desloca a emoção do campo límbico para o racional. Colocar em palavras o que se sente facilita ao cérebro transformar a emoção em um fenômeno menos intimidador e mais manejável.
Além disso, práticas como conversar com um amigo de confiança ou procurar apoio terapêutico também podem ajudar nesse processo de racionalização e compreensão das emoções.
Em resumo, os métodos sugeridos têm um objetivo comum: transformar a emoção em pensamento consciente. Ao fazer isso, reduzimos o estresse e promovemos decisões mais equilibradas.
Dessa forma, é possível deixar de reagir automaticamente e passar a agir com clareza e propósito, contribuindo para um bem-estar mais estável e duradouro.
O gerenciamento eficaz das emoções, portanto, não só ajuda a tomar melhores decisões, mas também constrói uma base mais sólida para um estado saudável de felicidade.
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