“Nosso objetivo único é aprovação da anistia”, diz Flávio
Senador acusou ministro Alexandre de Moraes de "intolerância religiosa"
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 24, que o “objetivo único” dos parlamentares de oposição é a aprovação do projeto de lei de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023 na Câmara dos Deputados.
Em coletiva ao lado de deputados bolsonaristas, Flávio acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ter determinado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no sábado, 22, por “intolerância religiosa”.
“Saímos daqui com a voz uníssona, que o nosso objetivo único a partir desse momento é a aprovação do projeto de lei de anistia na Câmara dos Deputado. E, tendo êxito na sequência, obviamente no Senado Federal. Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. Ainda mais depois desse último ato, essa decisão de tirar o presidente Bolsonaro da prisão domiciliar, com base na intolerância intolerância religiosa. Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça e de uma forma mirabolante, o que nós vimos foi isso ser transformado, ser criminalizado.“
Vigília
Flávio disse que a vigília convocada por ele ocorreu de maneira pacífica e fez um alerta a “todas as lideranças religiosas” do país.
“Fomos acusados de metodologia de uma organização criminosa por querer orar, exercer o nosso direito constitucional, sagrado de reunião e de direito ao culto. Isso a gente não vai abrir mão e que isso sirva de alerta a todas as lideranças religiosas deste país. Que se não abrirem o olho agora, amanhã será tarde demais. Não podemos abrir mão demais essa garantia constitucional que nós temos uma coisa impossível de acontecer, que seria uma suposta fuga do presidente Bolsonaro. Esse motivo esdrúxulo, covarde e institucional foi usado para criminalizar a liberdade de religião no nosso país”, afirmou.
“Tanto é que aconteceu a vigília, fizemos as orações e depois foram todos para casa de uma forma pacífica, contrariando o que ele [Alexandre de Moraes] botou no papel, porque na cabeça dele, eu acho que ele nos mede pela sua régua, ele entendeu que nós isso seria um primeiro momento para começarmos a mobilizar acampamentos e permanência de pessoas nas ruas, em especial próxima a residência do presidente Bolsonaro, o que nunca passou pela nossa cabeça, mas ele entendeu que ele tem um um ele tem um poder, parece, né, muito sobrenatural de saber o que vai acontecer no futuro. Errou, mas essa previsão porque nós nunca tivemos a intenção de fazer nenhum tumulto próximo ao condomínio do presidente Bolsonaro, mas sim orar, porque nós acreditamos, vamos buscar força na nossa fé para atravessar esse momento difícil“, concluiu.
Jair Bolsonaro teve sua prisão domiciliar convertida em prisão preventiva no sábado, 22. Ele está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
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Comentários (2)
Fabio B
24.11.2025 20:00Anistia do pai dele somente.
Flavio marega
24.11.2025 19:55Sem fazer menção a tornozeleira.