“Se for preso, tem dificuldade de permanecer vivo”, diz Nikolas sobre Bolsonaro
Vice-líder da oposição na Câmara visitou o ex-presidente nesta sexta-feira, após autorização do ministro Alexandre de Moraes
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nesta sexta-feira, 21, acreditar que se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) for para uma cadeia, terá “dificuldade de permanecer vivo“. A declaração foi feita em entrevista a jornalistas, após o parlamentar visitar Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar, em Brasília, e a visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“O presidente está numa situação que, confesso, se for para a cadeia, eu acho que tem dificuldade de permanecer vivo”, pontuou Nikolas. Segundo o deputado, que é vice-líder da oposição na Câmara, Bolsonaro está debilitado fisicamente: “Alguém está querendo que ele morra aqui dentro. Conversamos, ele está com a mente forte, o corpo dele, fisicamente, passa obviamente por dificuldades, principalmente por causa da facada [que sofreu durante a campanha eleitoral em 2018]”.
Nikolas disse que conversou por “bastante tempo” com Bolsonaro durante a visita e levou doces de Minas Gerais para ele na ocasião. O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ambos filhos do ex-presidente, também estavam presentes na residência.
Conforme o deputado, Bolsonaro está com “bastante crise de soluço” e praticamente não dormiu na última noite. Por outro lado, “está com a mentalidade de o que tiver que acontecer, nós vamos enfrentar”.
A prisão domiciliar
Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro diante do descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo.
Segundo o magistrado, houve a publicação nas redes sociais de falas feitas por Bolsonaro, pelo telefone, durante manifestações realizadas em 3 de agosto. O conteúdo foi publicado por apoiadores, incluindo filhos do ex-presidente. Em sua decisão, o magistrado salientou que as divulgações nas redes sociais demonstraram que houve a continuidade da tentativa de coagir a Corte e obstruir a Justiça.
Já no último dia 11 de setembro, o político foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por comandar e orquestrar uma trama golpista que ocorreu entre junho de 2021 e janeiro de 2023. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, mais 124 dias-multa.
Por unanimidade, a Primeira Turma ainda rejeitou embargos de declaração apresentados por Bolsonaro contra a condenação. Nesse julgamento, Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
“Inexiste qualquer omissão no cálculo da pena-base do recorrente. O voto detalha expressamente a existência das circunstâncias judiciais amplamente desfavoráveis ao réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, tendo fundamentado cada circunstância judicial aplicada na pena-base do recorrente com o estabelecimento das premissas”, disse o relator, em seu voto.
“Inviável o argumento defensivo suscitando contradição ou omissão na dosimetria da pena, uma vez que o acórdão fundamentou todas as etapas do cálculo da pena em face do recorrente, inclusive especificando a fixação da pena de JAIR MESSIAS BOLSONARO com relação à cada conduta delitiva que o réu praticou”, pontuou também.
A defesa ainda pode apresentar mais um recurso. Depois do julgamento deste, ocorrerá o trânsito em julgado do processo, ou seja, a pena poderá começar a ser cumprida.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Maglu Oliveira
21.11.2025 17:59E daí, Nikolas, nós não somos coveiros! Para de mi mi mi, ninguém aguenta mais.