Após incêndio, deputado quer CPMI para investigar gastos com a COP30
A iniciativa surge em meio a relatos de desorganização, falhas de infraestrutura e suspeitas de má gestão
O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) protocolou nesta semana um requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar a organização da COP30, realizada em Belém (PA). O parlamentar cobra uma apuração ampla sobre o uso de recursos públicos, contratos firmados, execução de obras e decisões administrativas relacionadas ao evento.
A iniciativa surge em meio a relatos de desorganização, falhas de infraestrutura e suspeitas de má gestão que, segundo críticos, teriam comprometido a imagem internacional do país durante a conferência do clima.
Meira afirma que o conjunto de problemas e o volume de gastos exigem uma resposta imediata do Congresso. “O governo prometeu um evento exemplar, mas entregou improviso, risco à segurança e uso duvidoso de recursos públicos. A CPMI é necessária para identificar responsabilidades, garantir transparência e impedir que a imagem do Brasil continue sendo manchada por má gestão”, disse o deputado.
O requerimento cita dados do Portal da Transparência que apontam despesas superiores a 787 milhões de reais, dentro de um orçamento que ultrapassa 1 bilhão de reais. Mesmo com esse montante, participantes relataram falhas consideradas básicas: banheiros sem água, alimentação insuficiente, calor extremo e preços elevados nos espaços credenciados.
A instalação da CPMI depende da assinatura de 1/3 dos membros das duas Casas Legislativas, ou seja, 27 senadores ou 171 deputados federais.
Falhas na estrutura da COP30
A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do braço da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), exigiu que o Brasil desenvolvesse um plano para lidar com sérias falhas de segurança e condições estruturais inadequadas na COP30, sediada em Belém. Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, enviou uma carta ao governo federal detalhando as vulnerabilidades críticas identificadas no local do evento.
O documento apontou uma série de deficiências, como portas sem mecanismos de proteção, efetivo de segurança insuficiente e a ausência de garantia de que autoridades estaduais e federais responderão a incidentes de invasão. A estrutura de segurança no local, pela qual o governo brasileiro é responsável, tem gerado apreensão.
O secretário-executivo criticou as autoridades brasileiras por uma falha de segurança ocorrida em uma terça-feira à noite, quando ativistas invadiram a área da conferência. Cerca de 150 manifestantes acessaram o espaço, danificando propriedades e ferindo agentes de segurança.
Leia também: “Vergonha internacional”, diz líder do PL sobre incêndio na COP30
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Comentários (1)
Rosa
21.11.2025 11:08Nesta concordo com este deputado do PL, com a roubalheira e impunidade a toda desde a última eleição de um ex condenado, em que deixou claro que "tudo" é possível e "tudo" será perdoado, haja visto os escândalos de roubo explícitos , todos os dias um novo.....