Retrospectiva: o dia em que Zambelli chorou
Zambelli chorou enquanto a colega Bia Kicis dizia que a direita não abandonou a deputada presa no complexo penitenciário de Ribibbia
Presa na Itália, a deputada Carla Zambelli (PL-SP, foto) chorou em 10 de setembro durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
A participação da parlamentar foi por videoconferência.
Zambelli chorou enquanto a colega Bia Kicis (PL-DF) dizia que a direita não abandonou a deputada presa no complexo penitenciário de Ribibbia, nos arredores de Roma.
“Se você estivesse nos Estados Unidos, certamente você não seria deportada, porque lá eles estão acompanhando muito bem o que tá acontecendo aqui. Então queira Deus que o governo italiano também faça justiça porque deportar uma pessoa que é condenada por perseguição política é uma maldade, viola os direitos humanos.
A gente espera, Carla, que você receba a justiça e não toda essa perseguição que você está sofrendo. A gente espera que você fique bem, que você fique com saúde para suportar tudo que você está suportando, que você continue sendo essa mulher de fé, que você acredite, que você saiba que quando você reza e nós estamos rezando estamos em oração aqui por você também. Ninguém aqui te esqueceu, Carla, ninguém”, disse Bia Kicis.
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A prisão de Zambelli
A deputada Carla Zambelli foi presa em 29 de julho em Roma, na Itália. Ela estava foragida após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicação no X, o deputado italiano Angelo Bonello afirma ter sido responsável por encaminhar o endereço onde ela estava escondida.
“Carla Zambelli está em um apartamento, em Roma. Forneci o endereço à polícia, neste momento a polícia está identificando Zambelli”, escreveu.
O Ministério da Justiça havia solicitado a extradição da parlamentar. O nome de Zambelli já figurava na lista dos procurados da Interpol.
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, perda do mandato e ao pagamento de uma multa por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
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