Wolney Queiroz resiste em exonerar número 2 do INSS
Pedido foi realizado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, diante da "notória proximidade" entre Lea Bressy e Alessandro Stefanutto
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (foto), solicitou na quarta-feira, 19, que o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, apresente provas de crimes, irregularidades ou desvios éticos de Lea Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação e presidente substituta do instituto.
Gilberto Waller Júnior pediu a exoneração de Lea Bressy na sexta-feira, 14, alegando que ela mantém “notória proximidade” com o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.
Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro afirmou em ofício que foi o próprio Gilberto Waller quem indicou Lea Bressy como presidente substituta.
A intenção de Wolney Queiroz, conforme o documento, é evitar “que insinuações sem base comprometam a reputação de servidores ou a credibilidade do INSS”.
Stefanutto foi preso na quinta-feira, 13, um dia antes do encaminhamento do ofício, durante nova fase da Operação Sem Desconto.
Crise interna
O Ministério da Previdência Social realizou em 11 de novembro um evento para servidores com o ministro Wolney Queiroz.
Preterido do encontro, Gilberto Waller nem sequer foi convidado para o evento, publicou o Metrópoles.
Em 7 de novembro, foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação Yveline Barretto Leitão, servidora de carreira e irmã do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), como diretora de Gestão de Pessoas do INSS.
A indicação partiu de Lea Bressy, que ocupava interinamente a presidência da autarquia durante as férias de Gilberto Waller.
O ministro Wolney Queiroz encaminhou a nomeação à Casa Civil antes do retorno do presidente do INSS.
A prisão de Stefanutto
Stefanutto foi preso em 13 de novembro em uma nova fase da Operação Sem Desconto.
Na decisão, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou indícios de que Stefanutto teria atuado como facilitador institucional do grupo criminoso dentro do INSS. Primeiramente como procurador-geral federal especializado junto ao Instituto e depois como presidente.
“Ele utilizou sua influência na alta administração pública para garantir a continuidade da fraude em massa, que gerou 708 milhões de reais em receita ilícita, confirmando sua posição como uma das principais engrenagens da organização criminosa”, disse a Polícia Federal no relatório que embasou a decisão.
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