TI Brasil chama de “infame” uso de jato da FAB para resgatar Nadine Heredia
ONG acusa governo Lula de usar a instituição como “piloto de fuga” da ex-primeira-dama peruana
A ONG Transparência Internacional – Brasil classificou como “infame” e ” uma vergonha” a atuação da Força Aérea Brasileira (FAB) no resgate de Nadine Heredia, condenada por corrupção.
Segundo a TI, a FAB atuou como “piloto de fuga” da primeira-dama peruana, a mando do presidente Lula (PT) e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
“A atuação da Força Aérea Brasileira como piloto de fuga da primeira-dama peruana, condenada por lavagem de dinheiro, a mando do Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira e do Presidente Lula, será lembrada como um dos episódios mais infames da história da América Latina. Uma vergonha que o povo brasileiro não merecia”, escreveu no X.
A Força Aérea Brasileira (FAB) utilizou um jato E-135 Shuttle (VC-99C), matrícula FAB 2560, que voou de Brasília a Lima com escalas técnicas em Cuiabá, no Mato Grosso.
Gastos
O governo Lula gastou R$ 345 mil na logística para buscar Nadine Heredia, no Peru, nos dias 15 e 16 de abril.
A informação foi revelada pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo), por meio de um Requerimento de Informação.
Do total gasto, R$ 318 mil foram destinados a custos logísticos, como combustível, manutenção, depreciação e horas de voo.
Outros R$ 7,5 mil cobriram diárias da tripulação, e R$ 19,4 mil foram usados para taxas aeroportuárias e handling.
Logística
O avião partiu de Brasília às 22h45 de 15 de abril e pousou em Lima às 2h45 no horário local.
Cerca de duas horas depois, decolou de volta às 04h20 e chegou Brasília às 11h40 de 16 de abril, com paradas técnicas em Cuiabá na ida e na volta.
A tripulação foi composta por seis militares: três pilotos, um mecânico de voo e dois comissários.
Blindada no STF?
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu à Nadine a decisão que anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht na Operação Lava Jato.
A decisão declara a “imprestabilidade” de provas extraídas dos sistemas Drousys e My Web Day B, usados pelo “departamento de propinas” da Odebrecht.
Nadine tinha pedido ao STF que considerasse como inválida sua condenação a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em seu país.
Seu objetivo é impossibilitar qualquer colaboração entre a Justiça brasileira e a peruana, o que poderia resultar em um pedido de extradição no futuro.
O medo da peruana é que Lula seja derrotado na eleição do ano que vem.
Se um candidato de direita assumir a Presidência em janeiro de 2027, o novo mandatário poderia mudar as regras de asilo e deixar Nadine vulnerável a uma extradição.
O Ministério Público do Peru ainda não pediu a extradição de Nadine. É provável que os promotores peruanos estejam apenas esperando uma alternância de poder no Brasil para fazer a solicitação.
Leia mais: Toffoli conseguiu blindar Nadine Heredia
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
18.11.2025 20:51E aquela conversinha fiada do LULA sobre soberania Nacional ??!! Para o Peru não vale ??!!