Lula é apenas uma fotografia na parede
As pesquisas de opinião insistem em constatar o óbvio: o terceiro mandato do petista não tem fôlego, e como dói ao Brasil!
O governo Lula ganhou algum fôlego à base de muita propaganda e às custas do futuro do país, mas as pesquisas de opinião insistem em constatar o óbvio: seu terceiro mandato não tem fôlego.
Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira, 13, mostra o presidente perdendo terreno para os potenciais desafiantes em 2026 depois de seu governo reagir de forma crítica e desconfiada à Operação Contenção no Rio, que conta com grande apoio popular.
No último mês, a rejeição a Lula oscilou dois pontos para cima, chegando a 53%, o que aponta para uma candidatura majoritária à reeleição insustentável. Além disso, voltou a subir, de 56% para 59%, o número daqueles que acham que o petista não deveria se candidatar à reeleição.
Estátua política
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) disse, ao comentar a pesquisa, que “Lula é uma estátua política que o povo não quer mais cultuar”.
É possível dizer também, lembrando Carlos Drummond de Andrade, que o petista é apenas uma fotografia na parede, como a ostentada pelo ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia (foto).
O terceiro mandato de Lula não passa de uma tentativa de emular suas duas primeiras gestões, que deixaram uma boa lembrança em boa parte do Brasil, mas apenas porque foram tocadas no mesmo espírito da atual, de que o mais importante, a prioridade, é o próprio petista, e não o país.
O governo só despertou para o problema das facções criminosas quando as pesquisas de opinião pública mostraram que a posição histórica do PT, de leniência com a criminalidade, não vai ser mais tolerada e não deve render mais votos. Daí surgiu o apressado e tumultuado PL Antifacção.
Tudo o que o governo faz hoje é calcular reações e iniciativas que vão permitir ao presidente chegar vivo politicamente em 2026, sem um rumo definido, sem qualquer norte.
Isso é feito empurrando para o futuro questões como o “dever de casa” do ajuste fiscal e enquanto o petista desfila no palanque internacional que montou em Belém para a COP30.
“Candidato de carne e osso”
Diante desse cenário, Ciro Nogueira voltou a pressionar “o centro e a direita” a se unir em torno de “um candidato de carne e osso para ganhar e enfrentar finalmente os problemas reais do país”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e prestes a cumprir pena em regime fechado, pediu nos últimos dias para receber “o mais breve possível” os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Cláudio Castro, de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.
Bolsonaro permitirá, enfim, aos aliados que se engajem em torno de um projeto viável para enfrentar Lula? Ou seguirá mantendo a perspectiva de candidatura, na esperança de se livrar da cadeia?
O Brasil não deve aguentar muito mais tempo sendo governado por retratos na parede.
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Comentários (1)
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
13.11.2025 22:33Começo a me animar para as eleições de 2026...