“Sou mais famoso que a Taylor Swift”, garante Maduro
Ditador da Venezuela pede “diálogo” e “paz”, e aproveita para agradecer Lula, o papa e a ONU
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou gratidão a líderes e organizações internacionais que se manifestaram publicamente a favor da negociação diplomática na América Latina. As declarações foram dadas na terça-feira, 4, em Caracas, durante o Congresso Extraordinário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), transmitido pela emissora estatal.
Maduro destacou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o papa Leão XIV e o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, e pretendeu ironizar a visibilidade que recebe na imprensa americana:
“Fico impressionado ao ver minha foto e minha imagem na Fox News e na CNN, e penso: ‘Caramba, olha só o quanto você progrediu, Nico’. (…) A gente nunca para de se surpreender, e eu penso: ‘Caramba, estou famoso’. Sou mais famoso que a Taylor Swift nos Estados Unidos agora, que a Karol G. Sou mais famoso que o Bad Bunny. Até me dá vontade de gravar um álbum”, declarou o ditador.
Maduro agradece apoio de Lula
Maduro ressaltou o posicionamento de Lula, que fez uma “declaração contundente sobre a paz na América do Sul e na América Latina e sobre o poder que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) deveria ter”. Lula já havia se colocado à disposição do presidente americano, Donald Trump, para ser o mediador da tensão entre Washington e Caracas. O Brasil deve reforçar esse apoio na próxima semana.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que Lula irá à reunião da Celac, na Colômbia, com a expectativa de prestar apoio e solidariedade à Venezuela. Maduro citou ainda a declaração do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos “contra as ameaças do uso da força militar contra a Venezuela”.
O líder venezuelano mencionou também a manifestação da Igreja Católica, afirmando que o papa “pediu diálogo entre os EUA e a Venezuela para buscar soluções, defender e preservar a paz”. Horas antes, o papa Leão XIV havia condenado o envio de forças dos Estados Unidos ao Caribe, afirmando que “com a violência não ganhamos”.
Vaticano critica regime venezuelano
É importante lembrar que no mês de outubro, durante a missa de Ação de Graças pela recente canonização dos primeiros santos venezuelanos, José Gregorio Hernández e madre María Carmen Rendiles, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, havia apelado à Venezuela para que estruture seu futuro com base nos pilares da justiça, verdade, liberdade e respeito aos direitos humanos. A mensagem foi proferida na Basílica de São Pedro.
“Só assim, querida Venezuela, passarás da morte para a vida. Só assim, querida Venezuela, a tua luz brilhará nas trevas, a tua escuridão se tornará meio-dia, se ouvires as palavras do Senhor que te chama a abrir as prisões injustas, a quebrar os ferrolhos das algemas, a libertar os oprimidos, a quebrar todas as algemas…”, declarou o cardeal.
Leia também: Vaticano pede justiça, democracia e direitos humanos na Venezuela
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)