Haddad virou ministro da Justiça?
Ministro da Fazenda defende combate ao crime organizado focado nos CEOs das facções, mas ignora necessidade de confronto físico
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), afirmou nesta sexta-feira, 31, que o combate ao crime organizado deve se concentrar em atingir os chefes e “CEOs” das facções.
“Se não chegar na gerência, na diretoria, nos CEOs, o dinheiro vai voltar a abastecer o crime organizado […] A gente tem falado muito para os governadores que, além da questão territorial, além de cumprir o mandado de prisão, tudo isso é importante, mas se não asfixiar o financiamento do crime organizado, não vai dar certo. Nós temos que entrar por cima, combatendo e asfixiando o financiamento do crime organizado”, disse Haddad, em coletiva de imprensa em São Paulo.
“Nós temos que evitar isso (as operações pontuais). Não podemos nos orgulhar de, a cada dois ou três anos, conviver com uma cena dessas.”
Haddad parece ter sido escalado pelo governo Lula (PT) para conter os danos da inoperância no combate ao Comando Vermelho (CV) nas favelas do Rio.
O enfrentamento às facções no âmbito financeiro não exclui a necessidade dos combates físicos, onde os territórios pertencentes ao Estado estão dominados por criminosos fortemente armados.
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Lei antifacção
O presidente Lula (PT) assinou nesta sexta-feira, 31, o chamado projeto de lei antifacção, que cria o tipo penal de “organização criminosa qualificada”, para endurecer as penas e ampliar o poder de atuação do Estado contra facções. Agora, o texto será enviado à Câmara dos Deputados.
A proposta prevê o aumento das penas para quem integra, promove ou financia organização criminosa, dos atuais 3 a 8 anos de prisão para 5 a 10 anos. No caso de homicídios cometidos a mando de facções, a pena pode chegar a 30 anos de prisão e sem pagamento de fiança.
O texto foi elaborado pelo Ministério da Justiça. A assinatura por Lula ocorre três dias depois da megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) que deixou mais de 120 mortos.
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Comentários (1)
Osmair Mendonça
31.10.2025 20:23O poste se pronunciando.