Motta deve criar comissão para acompanhar situação no Rio, diz líder do Psol
Talíria Petrone (Psol-RJ) criticou a megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos
A líder da federação Psol-Rede na Câmara, Talíria Petrone (Psol-RJ), criticou nesta quarta-feira, 29, a megaoperação das forças de segurança do Rio que deixou mais de 120 mortos e disse que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve instalar uma comissão externa para acompanhamento da situação da segurança pública na cidade. As declarações foram feitas em coletiva de imprensa.
“Eu já recebi ontem um compromisso do presidente Hugo Motta para instalação de uma comissão externa para um acompanhamento mais permanente e emergencial da situação do Rio de Janeiro. E esta Casa precisa se debruçar em medidas efetivas para enfrentar as organizações criminosas e garantir cuidado, acolhimento para a população do Rio de Janeiro e do Brasil”, pontuou Talíria.
Segundo a deputada, a megaoperação causou um “massacre” e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara fará uma diligência no Rio, na quinta-feira, 30.
“É curioso ver, ao longo de todo o dia de ontem, os setores da extrema-direita e o próprio governador Cláudio Castro em algum momento, depois ele mudou de opinião, responsabilizando o governo Lula por não ter dado o suporte a uma operação que gerou um massacre, quando na verdade há uma PEC que tramita aqui que quer dar um papel relevante à União na coordenação do enfrentamento às organizações criminosas”, falou a deputada, se referindo à chamada PEC da Segurança Pública.
“É possível enfrentar as organizações criminosas sem que a prioridade seja a ostensividade dos territórios de favela e periferia. A gente teve a Operação Carbono, que conseguiu, a partir de um olhar para a Faria Lima, desvendar o que é a organização criminosa do PCC. Tivemos no Rio de Janeiro pelo menos 125 ações da Polícia Federal, ao menos 24 especificamente para tráfico de drogas, armas, e que geraram uma grande apreensão de armas e prisões, apreensão de drogas, sem um tiro e sem nenhuma morte”.
Ela prosseguiu: “Não é possível enfrentar o drama que vivenciamos no estado que amamos sem enfrentar o dinheiro, sem percorrer o que financia as organizações criminosas, e isso requer inteligência, planejamento, coisa que não vimos no massacre promovido pelo governador Cláudio Castro“.
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Comentários (2)
Fabio B
29.10.2025 19:11Tudo que não serve para nada, além de lacrar nas redes... Ponha os projetos de endurecimento ao crime que estão engavetados para votar, seu bost4!
Marian
29.10.2025 18:55E os direitos humanos das pessoas reféns da criminalidade? Essa é boa.