Castro critica “ADPF maldita” e cobra governo Lula: “Rio está sozinho”
Pelo menos 81 criminosos foram presos na megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a criticar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que restringe as atividades policiais em comunidades, ao fazer o balanço da megaoperação das forças de segurança do estado contra o Comando Vermelho deflagrada nesta terça-feira, 28, nos complexos da Penha e do Alemão.
Ele alega que as organizações criminosas se fortaleceram e que as disputas territoriais entre grupos rivais aumentaram nos últimos quatro anos, assim como o território de algumas facções.
Segundo o governador, o Rio de Janeiro está “sozinho” no enfrentamento ao crime organizado.
“Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com segurança pública. Ela é uma operação de defesa. É um estado de defesa. Essa é uma guerra que tá passando dos limites de onde o estado deveria estar sozinho defendendo. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana… Realmente nós deveríamos ter um apoio muito, muito maior, talvez até, nesse momento, até de Forças Armadas, porque essa é uma luta que já extrapolou toda a ideia de segurança pública”, afirmou Castro ao divulgar o balanço
“Tudo aquilo que está lá na Constituição Federal extrapola completamente quando você tem essa quantidade de armas que vem através do tráfico internacional de armas. Essa quantidade de poder bélico que vem de um financiamento feito por lavagem de dinheiro. Ou seja, não é mais só a responsabilidade do estado. O estado tá fazendo a sua parte, sim. Mas quando ela fala em exceder, exceder inclusive as nossas competências. Já era para estar tendo um trabalho de integração muito maior com as forças federais, o que nesse momento não está acontecendo. O Rio de Janeiro viu em 2010, o Brasil inteiro viu, um trabalho de integração e hoje o Rio está sozinho”, acrescentou.
“O Rio está sozinho nessa guerra e aí é muito fácil criticar as forças estaduais, criticar o governador quando o estado está, talvez, sim, excedendo as suas competências. Como nós jamais abandonaremos a população, se tiver que exceder, nós excederemos mais ainda para proteger a nossa população”, seguiu.
“ADPF maldita”
Para Cláudio Castro, a ADPF é “maldita”.
“Depois de cinco anos de ADPF, muitas barricadas, muita dificuldade para a polícia entrar. Ainda são o que nós chamamos de ‘filhotes’ dessa ADPF maldita, que infelizmente um partido político ingressou e prejudicou demais o Rio de Janeiro”, afirmou.
A ADPF 635 foi uma ação protocolada pelo PSB no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a alta letalidade das operações policiais no Rio de Janeiro.
O ministro Edson Fachin, agora presidente do STF, proibiu, em 2020, operações policiais nas favelas do Rio durante a pandemia, “sob pena de responsabilização civil e criminal”.
Na decisão, o magistrado definiu que as operações só podem acontecer em situações “absolutamente excepcionais” com justificativas por escrito.
O ministro também determinou que essas operações devem ser tocadas com cuidados especiais para não prejudicar os serviços de saúde e ações humanitárias.
Em abril de 2025, o Supremo Tribunal Federal homologou parcialmente o plano de redução da letalidade policial apresentado pelo estado do Rio de Janeiro.
A Corte determinou a adoção de medidas para a complementação do plano, como a elaboração de um projeto para a recuperação territorial de áreas ocupadas por organizações criminosas, além da instauração de um inquérito para apurar indícios concretos de crimes com repercussão interestadual e internacional.
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Megaoperação
Com mais de 2.500 agentes das forças de segurança nas ruas desde cedo, a Operação Contenção prendeu pelo menos 81 criminosos e apreendeu 42 fuzis nos complexos do Alemão e da Penha.
Segundo o governo estadual, 18 traficantes foram mortos em troca de tiro com policiais. Dois policiais civis também morreram.
Para cumprir a ADPF 365, os policiais utilizaram câmeras corporais portáteis. Além disso, ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate, da PM, deram apoio à operação.
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Comentários (5)
Marian
28.10.2025 16:53Alguém tem que lutar por quem trabalha honestamente.
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
28.10.2025 16:49A esquerdalha tem um certo sentimento paternal pela bandidagem. Segundo um primo meu natural e morador do Rio (também sou natural, mas moro no Recife), essas operações têm que ser diárias. Eu acho que morte de bandido quanto mais melhor, eles têm que passar a temer a polícia, voltarem para os esgotos. Não é só rico e classe média que sofre com bandidos (os primeiros bem menos), a população mais pobre sofre muito mais.
Marcos Rezende
28.10.2025 14:41Imprecionante como a Globo e seus comentaristas, especialmente da GloboNews, defendem os bandidos. Todos contra a operação, já se falou lá como a maior chacina do Rio.
Denise Pereira da Silva
28.10.2025 14:15Décadas de abandono da cidade pelos governadores, prefeitos e políticos permitiram que o Estado do Rio de Janeiro, sobretudo a cidade do Rio de Janeiro, chegasse a esse triste fim. Mas esse será apenas o começo do fim, caso políticas de segurança pública não sejam implementadas com a máxima urgência. Chega de normalizar essa situação. Chega de submissão. Chega de cidadãos acuados por grupos terroristas. Temos que declarar guerra a esses grupos terroristas de uma vez por todas.
Andre Luis Dos Santos
28.10.2025 14:09E impressionante e lamentável a leniência do Brasil com BANDIDOS.