“Não haverá refúgio nem perdão”, diz Hegseth sobre cartéis
Secretário de Guerra dos EUA anunciou ataque a embarcação de narcoterroristas no Pacífico Oriental e prometeu que serão tratados como a Al-Qaeda
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth (foto), informou nesta quarta, 22, que as forças americanas realizaram um novo ataque na terça, 21, contra uma embarcação operada por uma organização terrorista designada que transportava drogas no Pacífico Oriental.
Este foi o primeiro bombardeio americano
Em postagem no X, Hegseth afirmou que dois narcoterroristas foram mortos e prometeu que os cartéis serão tratados da mesma forma que os EUA atuaram contra a Al‑Qaeda.
“Ontem, sob a direção do presidente Trump, o Departamento de Guerra conduziu um ataque cinético letal a uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada e que realizava narcotráfico no Pacífico Oriental.
Nossa inteligência sabia que a embarcação estava envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, transitava por uma rota conhecida de narcotráfico e transportava entorpecentes. Havia dois narcoterroristas a bordo durante o ataque, realizado em águas internacionais. Ambos os terroristas foram mortos e nenhuma força americana foi ferida neste ataque.
Narcoterroristas que pretendem trazer veneno para nossas costas não encontrarão porto seguro em nenhum lugar do nosso hemisfério. Assim como a Al-Qaeda travou guerra contra nossa pátria, esses cartéis estão travando guerra contra nossa fronteira e nosso povo. Não haverá refúgio nem perdão — apenas justiça“, escreveu o secretário, compartilhando na sequência o vídeo do ataque.
Autorização
Segundo o The New York Times, o governo Trump concedeu autorização formal à CIA (Agência Central de Inteligência) para executar operações secretas e potencialmente letais dentro da Venezuela, visando a deposição do ditador Nicolás Maduro.
A reportagem indica que a decisão corresponde ao fim dos esforços diplomáticos com a liderança venezuelana, depois de a Casa Branca avaliar que houve pouco avanço nas negociações.
Os Estados Unidos chegaram a recusar uma proposta de acordo que lhes garantiria participação na indústria petrolífera da Venezuela, país que possui as maiores reservas de óleo do planeta.
A Venezuela tem demonstrado preocupação com a possibilidade de uma invasão, um cenário considerado extremo pelo regime em Caracas.
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