Israel retoma cessar-fogo em Gaza após ataques do Hamas
Soldados israelenses foram mortos em Rafah, no sul de Gaza, após ataque de terroristas palestinos
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram na noite deste domingo, 19, a retomada do cessar-fogo na Faixa de Gaza, horas depois de realizar uma série de bombardeios contra alvos do Hamas. As ofensivas foram uma resposta, segundo os militares, à morte de dois soldados israelenses em um ataque com míssil antitanque lançado pelo grupo terrorista.
O Exército classificou o episódio como uma “violação flagrante” do cessar-fogo e afirmou que as ações militares tinham o objetivo de “defender o acordo e responder com firmeza a qualquer nova quebra”. O Hamas, por sua vez, negou responsabilidade pelo ataque.
Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou ter ordenado uma reação “com força” contra alvos terroristas em Gaza após reunião com o ministro da Defesa, Israel Katz, e chefes das agências de segurança.
Militares israelenses afirmaram que o Hamas cometeu ao menos três violações do cessar-fogo ao longo do domingo, atirando contra posições atrás da chamada “linha amarela”, zona de segurança definida no acordo.
As FDI divulgaram imagens de confrontos em Beit Lahia e alegaram que os ataques “respeitaram os termos do cessar-fogo”, já que “os terroristas cruzaram a linha amarela antes de serem atingidos”.
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Acordo
A trégua, firmada em 10 de outubro com mediação dos Estados Unidos e países árabes, previa a libertação de reféns e a devolução de corpos mantidos pelo Hamas.
Segundo autoridades israelenses, o grupo entregou todos os reféns vivos e 12 corpos, mas ainda retém outros.
Neste fim de semana, Israel confirmou a identificação de dois corpos devolvidos pelo Hamas: o do fotojornalista Ronen Engel, de 54 anos, sequestrado no kibutz Nir Oz, e o do trabalhador agrícola tailandês Sonthaya Oakkharasri, de 30, morto no kibutz Beeri. Ambos foram assassinados durante os ataques de 7 de outubro de 2023.
A devolução dos mortos tornou-se um dos principais impasses do acordo. Como mostramos, o governo israelense condicionou a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, à recuperação de todos os corpos de reféns.
O gabinete de Netanyahu informou que a fronteira “permanecerá fechada até novo aviso”, e que sua reabertura “dependerá do cumprimento do Hamas na devolução dos reféns e dos corpos dos mortos”.
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