CPMI pede fim de contratos de R$ 1 bi entre Nelson Wilians e Banco do Brasil
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o esquema de descontos não autorizados aprovou requerimento de Sidney Leite
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 16, o requerimento para que seja solicitado à presidente do Banco do Brasil (BB), Tarciana Medeiros, a adoção das medidas necessárias para promover a rescisão dos contratos vigentes entre o BB e o escritório Nelson Willians Advogados e/ou o NWGroup.
Ambos pertencem ao advogado Nelson Wilians, que prestou depoimento à comissão, em 18 de setembro, e foi um dos alvos da Operação Cambota – da PF –, desdobramento da Sem Desconto, que investiga os descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
O requerimento é de autoria do deputado Sidney Leite (PSD-AM). Durante a oitiva do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, no colegiado na última quinta-feira, 9, o deputado anunciou que iria protocolá-lo.
“O senhor Nelson Wilians possui contratos com o Banco do Brasil de aproximadamente 1 bilhão de reais [para cuidar de processos judiciais da instituição]. E eu estou apresentando um requerimento, indicando ao Banco do Brasil que reveja isso, porque esse cidadão no mínimo é suspeito dessa roubalheira contra o patrimônio público e contra o povo brasileiro“, pontuou o congressista.
Na justificativa do requerimento, o parlamentar ressalta que, considerando os indícios e materialidade dos crimes, a CPMI já aprovou pedidos de prisão preventiva e de quebras de sigilos de Nelson Wilians.
“Para além disso, segundo o site oficial do Banco do Brasil, que informa os processos de apuração de irregularidade, o escritório recebeu diversas multas e advertências por descumprimento dos contratos, o que, somado aos demais elementos deste requerimento, recomendam o imediato cancelamento dos contratos, considerando a regra constitucional da moralidade pública“, acrescenta.
Ainda na última quinta, Sidney Leite apresentou um segundo requerimento na CPMI, para que seja solicitado ao Tribunal de Contas da União (TCU) que analise a legalidade dos contratos vigentes entre o BB e o escritório e o grupo do advogado, em razão dos fatos apurados junto ao colegiado do Congresso. Este segundo pedido ainda será votado.
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