Pedido de vista de Fux é chance de rever “denúncia inepta”, diz Moro
Ministro do STF pediu vista em julgamento sobre senador por piada de festa junina com Gilmar Mendes
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) elogiou neste sábado, 11, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o magistrado pedir vista de um recurso e suspender o julgamento em que o parlamentar é acusado de caluniar o também ministro Gilmar Mendes.
Segundo o senador, o STF tem uma “oportunidade única” para rever a decisão que o manteve como réu.
Em publicação no X, Moro afirmou:
“O pedido de vistas do Min Fux concede ao STF uma oportunidade única para rever o recebimento de uma denúncia manifestamente inepta e que foi apresentada apressadamente pelo PGR anterior. Foram, aliás, perfis vinculados à esquerda que veicularam o vídeo nas redes sociais para gerar polêmica. Basta pesquisar. Andreserret, Janoninho e outras porcarias.”
A Primeira Turma do STF, como mostramos, já formou maioria pela manutenção da denúncia. O pedido de vista de Fux, contudo, adia a conclusão e retarda os efeitos da decisão. O ministro tem até 90 dias para analisar o processo e devolvê-lo ao plenário para julgamento.
Piada de festa junina
O episódio que motivou a ação foi uma piada durante uma festa junina, pela qual Moro pediu desculpas públicas.
Um vídeo, gravado por terceiros e divulgado nas redes sociais, mostrou o ex-juiz da Lava-Jato brincando sobre um habeas corpus que poderia ser “comprado” de Gilmar Mendes. O Ministério Público Federal interpretou o ato como falsa atribuição de corrupção passiva ao magistrado.
A defesa de Moro, representada pelo advogado Luís Felipe Cunha, sustenta que o senador não teve intenção de ofender o ministro. Segundo Cunha, a declaração consistiu em uma “piada infeliz” tirada de seu contexto original, e o vídeo teria sido editado de forma “maldosa” por terceiros.
Na semana passada, Moro já havia reagido à decisão da Primeira Turma de manter sua condição de réu:
“A denúncia por ‘calúnia’ por piada em brincadeira de cadeia em festa junina é absolutamente inepta e contrária ao Direito, aos fatos e ao bom senso. A maioria formada perde a oportunidade de corrigir os rumos da (in)Justiça. Apesar disso, confiamos na improcedência no curso do processo. Quem tem a consciência tranquila perante a lei, a verdade e a justiça de Deus, nada tem a temer.”
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