Irmãs que possuem a franquia DQ são processadas por US $ 6 milhões por pagar trabalhadores a cada 2 semanas – elas ajudaram a mudar a lei, mas era tarde demais para elas
Caminhada das irmãs DQ encontrou um obstáculo em 2019, quando um antigo funcionário entrou com uma ação judicial contra elas
Nos arredores de Meaford, Nova York, as irmãs Patty DeMint e Michelle Robey são conhecidas como as “Irmãs DQ”, não apenas por gerenciarem uma franquia da Dairy Queen, mas por terem criado um espaço acolhedor e de segunda chance para muitos na comunidade.
Desde a fundação de seu negócio em 2017, elas se tornaram um apoio crucial para seus funcionários, oferecendo auxílio em tempos difíceis e incentivando a inclusão de pessoas que normalmente enfrentariam dificuldades para encontrar emprego.
Contudo, a caminhada das irmãs DQ encontrou um obstáculo em 2019, quando um antigo funcionário entrou com uma ação judicial contra elas. Baseada em uma legislação do estado de Nova York da era da Grande Depressão, a lei exigia que trabalhadores manuais recebessem semanalmente seus pagamentos.
DeMint e Robey, sem estarem cientes dessa especificidade, pagavam quinzenalmente, o que desencadeou um processo legal que ameaçou a continuidade da operação de sua loja.
Qual foi o impacto da legislação sobre as irmãs DQ?
O processo judicial ilustrou uma prática crescente em Nova York, onde empresas eram processadas por não cumprirem requisitos de pagamento específicos, muitas vezes desconhecidos dos empregadores.
Advogados procuravam ex-funcionários para propor ações contra essas empresas, transformando a situação em um meio de obtenção de lucros rápidos para si, o que, no final, resultava em pequenos valores para os trabalhadores envolvidos.
Para as irmãs DQ, a ação culminou em um acordo custoso, onde concordaram em pagar $450.000, dos quais, após os honorários advocatícios, pouco foi destinado realmente aos empregados.
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Como elas reagiram a essas adversidades?
Decididas a evitar que outros pequenos empresários enfrentassem desafios semelhantes, as irmãs DQ trabalharam ao lado de legisladores para reformular a lei.
A partir de maio de 2024, empresas que escolhessem o pagamento quinzenal estariam apenas sujeitas aos juros sobre salários “atrasados”, em vez de penalidades expressivas.
Dessa maneira, DeMint e Robey não apenas superaram seus próprios desafios, mas pavimentaram um caminho mais justo para outros empreendedores.
Quais são as práticas recomendadas para empregadores evitarem complicações legais?
Segundo especialistas em direito trabalhista, o cumprimento das legislações de pagamento deve ser prioridade constante para os empregadores. Manter-se informado sobre as leis locais e federais evita complicações e penalidades futuras.
Além disso, manter registros precisos e atualizados de folha de pagamento, programas de treinamento para funcionários sobre políticas salariais, e o uso de programas de software de folha de pagamento ajudam a minimizar erros e fortalecer a moral dos trabalhadores.
Os conselhos para os trabalhadores também não devem ser desconsiderados. É importante que os funcionários revisem seus contracheques e relatem quaisquer discrepâncias imediatamente.
Organizações como a Working America encorajam a manutenção de registros próprios de horas trabalhadas e a busca por representação legal adequada em caso de irregularidades persistentes.
Ainda que o episódio tenha trazido grandes desafios às irmãs DQ, elas provaram ser resilientes e comprometidas não apenas com o sucesso de seu negócio, mas com a justiça no ambiente de trabalho para todos.
A história das irmãs mostra como legislações podem ter efeitos não intencionais sobre pequenos empresários, mas também destaca a importância de se adaptar e lutar por mudanças justas e equitativas.
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