“Ninguém será forçado a sair”, diz Trump sobre Gaza
Presidente americano deve viajar ao Oriente Médio para participar da cerimônia de assinatura oficial do acordo de paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), afirmou nesta quinta-feira, 9, que nenhuma pessoa será forçada a deixar a Faixa de Gaza.
O comentário foi feito a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, no dia seguinte ao anúncio do acordo de paz entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
“Ninguém será forçado a sair. Não, é exatamente o contrário. Este é um ótimo plano. É um ótimo plano de paz. É um plano que foi apoiado por todos”, afirmou.
Trump disse que os reféns israelenses “devem ser libertados na segunda ou terça-feira” e destacou também a formalização do acordo como um “avanço importante”.
O republicano informou que pretende viajar ao Oriente Médio para participar da cerimônia de assinatura oficial do acordo. O convite foi feito pelo Egito, que sediou as negociações.
“Alcançamos um avanço importante no Oriente Médio, algo que as pessoas diziam que nunca aconteceria. Terminamos a guerra em Gaza e, de fato, criamos a paz em uma base muito maior. Acho que será uma paz duradoura, uma paz eterna.”
Consulado detalha acordo
Segundo o Consulado-Geral de Israel no Brasil, o acordo se baseia em três princípios fundamentais: o retorno dos reféns, a formação de um governo livre do Hamas e o desmantelamento completo do armamento do grupo terrorista.
Como parte da primeira fase do acordo, as tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) deverão se reposicionar até uma linha territorial previamente estabelecida.
“A partir das 6 horas da tarde (horário de Israel), o governo aprovará formalmente o plano. A partir desse momento, terá início um cessar-fogo, durante o qual as forças israelenses se reposicionarão até a linha territorial estabelecida entre as partes, em um período de 24 horas”, diz trecho do comunicado.
Durante o cessar-fogo, o Hamas terá um prazo de 72 horas para libertar todos os reféns que ainda permanecem em cativeiro.
Em troca, Israel libertará aproximadamente 2.000 prisioneiros palestinos, sendo 250 condenados à prisão perpétua.
O consulado também detalhou as diretrizes para a assistência humanitária à população civil de Gaza.
“No tocante à ajuda humanitária, o novo acordo seguirá parâmetros semelhantes aos do último cessar-fogo, porém, com a possibilidade de que a assistência passe também pela travessia da fronteira de Gaza com o Egito, ampliando o fluxo de auxílio à população civil.”
Leia mais: Crusoé: Consulado de Israel explica “acordo histórico” entre Israel e Hamas
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)