“Podemos fazer coisas durante a paralisação que são irreversíveis”
Jornalista americana Emma Colton mostra como Trump vê no shutdown uma oportunidade para cortes e reformas no governo, segundo a Fox News Digital
O governo dos Estados Unidos entrou em shutdown nesta quarta, 1º, após democratas e republicanos não chegarem a acordo sobre o orçamento.
O presidente Donald Trump afirmou que não desejava o fechamento, mas que ele abre espaço para mudanças permanentes no funcionalismo e cortes de gastos excessivos.
A repórter Emma Colton, da Fox News Digital, detalha em “Eis o que Trump quer fazer para remodelar o governo federal durante a paralisação” que o presidente disse: “podemos fazer coisas durante a paralisação que são irreversíveis, como cortar um número vasto de pessoas”. Ele também ressaltou que “temos US$ 17 trilhões sendo investidos”.
A paralisação concentra no Executivo a definição do que segue funcionando, conforme a Lei Antideficiência. A Casa Branca e o Escritório de Gestão e Orçamento, o OMB na sigla em inglês, são responsáveis por interpretar as exceções previstas.
O diretor do OMB, Russell Vought, anunciou a iminência do fechamento na terça, 30, e afirmou que democratas defendiam “US$ 1 trilhão em novos gastos”. Em memorando, orientou servidores a comparecer para “atividades ordenadas de desligamento”.
Democratas disseram ter sido excluídos das negociações e negaram a intenção de oferecer benefícios de saúde a imigrantes sem status legal. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, declarou: “isso é absolutamente falso. É uma das grandes mentiras que contam”.
O impasse envolve subsídios do Obamacare, aprovados em 2021, que expiram no fim de 2025. Republicanos dizem que democratas condicionam o orçamento à prorrogação desses créditos; democratas defendem sua continuidade para conter o aumento dos prêmios de saúde.
O vice-presidente JD Vance afirmou nesta quarta que não deve ser “uma paralisação tão longa”, mas que cortes serão necessários. Ele destacou que “as tropas não estão recebendo” enquanto durar o fechamento, e que serviços essenciais terão prioridade.
Colton observa que os planos de ajustes seguem a linha de iniciativas já em curso. O governo criou o Departamento de Eficiência Governamental, a sigla DOGE em inglês, para revisar gastos e contratos. Desde janeiro, foram oferecidos desligamentos voluntários e aplicadas reduções de quadro em agências.
Em discurso ao Congresso, Trump declarou que pretende “retomar o poder da burocracia não eleita” e que quem resistir às mudanças será substituído.
Ele tem destacado auditorias do DOGE sobre recursos no exterior, citando exemplos como “US$ 25 milhões para biodiversidade na Colômbia” e “US$ 42 milhões para mudança de comportamento em Uganda”.
Segundo Vought, a duração da paralisação dependerá da posição dos democratas nas negociações. A Casa Branca ainda não respondeu a pedidos de comentário sobre os próximos passos.
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