Subsecretário de Praia Grande é alvo de busca em investigação sobre morte de ex-delegado
Mandado cumprido em Praia Grande resultou na apreensão de armas, dinheiro e documentos.
O subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na segunda-feira, 29, no âmbito da investigação sobre a execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.
Ele foi executado em 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista.
A Polícia Civil investiga se o crime seria uma represália ao trabalho de Ruy à frente da Secretaria de Administração ou ao passado de luta contra o crime organizado.
Durante a operação, foram apreendidos computadores, pendrives, documentos, além de três pistolas e quantias em dinheiro em três moedas diferentes.
De acordo com o boletim de ocorrência, em meio aos R$ 8 mil, havia uma anotação manuscrita, com a divisão do valor entre duas pessoas identificadas por nome.
As autoridades não deram mais detalhes da operação.
O que diz a defesa
A defesa de Pardini “nega veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados”.
“Sandro está à disposição das autoridades para colaborar, naquilo que estiver ao seu alcance, para o efetivo esclarecimento deste trágico ocorrido. Destacamos que os objetos e bens apreendidos não possuem qualquer relação com os fatos, o que foi comprovado pela documentação juntada e confirmado nos esclarecimentos prestados por Sandro, frisa-se, ouvido na qualidade de testemunha”, continua.
12 tiros
O laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto com ao menos 12 tiros de fuzil, segundo informações do G1.
O relatório completo sobre o crime, ocorrido no dia 15 de setembro, na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ainda está em estágio de elaboração.
De acordo com peritos da Polícia Técnico-Científica, os criminosos utilizaram dois tipos de fuzis: um de calibre 5.56 mm e outro de 7.62 mm.
Imagens de câmeras de segurança mostram seis criminosos saindo de veículos e efetuando 21 disparos contra o ex-delegado.
A perícia também identificou 29 perfurações no carro em que Ruy Fontes estava no momento da execução.
Leia também: Ex-delegado-geral de SP estava jurado de morte pelo PCC, indica relatório
Derrite atribui execução ao PCC
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou em 18 de setembro ‘não restar dúvidas’ de que a execução de Ruy Ferraz Fontes pode ser atribuída ao PCC.
“Para nós, não resta dúvida. A dúvida, e a gente não descarta possibilidades, é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal em Praia Grande. Agora, que há participação do crime organizado, não resta dúvida por conta principalmente do Masquerano [Felipe Avelino da Silva], que é um indivíduo […] que pertence à organização criminosa PCC por conta dos trabalhos de inteligência tanto do DIPOL [Departamento de Inteligência da Polícia Civil] quanto do Centro de Inteligência da Polícia Militar.
Então tem um histórico de relatórios de inteligência [dizendo] que ele exerce inclusive uma função de final da disciplina [nome dado à liderança que dita as regras dentro do PCC], como assim chamado, na região do ABC. Uma função de relevância dentro da organização criminosa. Então não tem como descartar. Isso é um fato. O crime organizado participou da execução. Agora a motivação é que ainda está em aberto, e nós estamos avaliando as duas possibilidades.”
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
30.09.2025 21:42Parece que faz tempo que as prefeituras e muitos vereadores da baixada santista, foram eleitos pela máfia do crime organizado. Se o país é governado por um “descondenado”, não é nenhuma novidade.