Ditadura de Maduro realiza simulação para enfrentar ‘ameaça’ dos EUA
Imagens transmitidas por emissora estatal venezuelana mostram exercícios em escolas e espaços públicos
A ditadura venezuelana de Nicolás Maduro iniciou neste sábado, 27, um exercício nacional de preparação da Proteção Civil para Desastres e Ameaças Armadas. O objetivo declarado pelo regime é garantir a disposição da população para uma “fusão popular-militar-policial pela paz e pela vida”.
A atividade começou pela manhã em todos os 24 estados e em Caracas, com participação de autoridades civis, forças armadas, bombeiros, Proteção Civil e a Milícia Bolivariana. Cerca de 400 centros de treinamento foram mobilizados.
Imagens transmitidas pela emissora estatal VTV mostraram a simulação em escolas e espaços públicos. Funcionários transportavam macas, demonstravam procedimentos em espaços limitados e verificavam sinais vitais.
Segundo declarações da Academia Militar da Venezuela, Maduro afirmou que o propósito do exercício é “assegurar a preparação do povo” para desastres naturais e conflitos bélicos.
O deslocamento envolveu autoridades das Regiões Estratégicas de Defesa Integral (REDI), Zonas Operativas de Defesa Integral (ZODI) e Áreas de Defesa Integral (ADI), em coordenação com órgãos de emergência e segurança.
A simulação ocorre após tremores recentes entre quarta e quinta-feira, que não causaram vítimas. A atividade se soma ainda a medidas defensivas do regime, como treinamentos militares em quartéis e bairros populares, e ao recrutamento de civis para a milícia.
A ação venezuelana se dá em meio a tensões com os Estados Unidos. Há pouco mais de um mês, Washington enviou oito navios e um submarino ao Caribe. Três embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico venezuelano foram destruídas, com 14 mortos, segundo a Casa Branca.
O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yvan Gil, afirmou na sexta-feira, 26, na Assembleia-Geral da ONU, que a presença militar americana “viola” a Carta da Organização das Nações Unidas e constitui “uma ameaça absolutamente ilegal e imoral”.
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Ameaça de conflito
Em uma reunião paralela à Assembleia-Geral, Yván Gil adotou um tom incisivo contra Washington. O chanceler acusou os EUA de estarem preparando uma agressão à Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Segundo Gil, a operação americana tem metas políticas e econômicas claras. O objetivo seria “apoderar-se dos recursos naturais” da nação sul-americana e “promover uma mudança de regime”.
O representante chavista disse ainda: “Devo alertar este Grupo de Amigos que um ataque contra a Venezuela está sendo preparado com força, intensidade e mentiras crescentes”. Ele acrescentou que o país está preparado para resistir.
Diante da alegada ameaça, Caracas avalia declarar um “estado de agitação externa” em âmbito nacional.
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