O dia “B”
Presidente Lula pretende acertar nesta sexta-feira os detalhes da entrada de Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência da República
O presidente Lula pretende acertar nesta sexta-feira, 26, em reunião com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, detalhes sobre a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) para a Secretaria-Geral da Presidência.
Integrantes do Palácio do Planalto dão como certa a nomeação de Boulos até a próxima semana no lugar de Márcio Macedo. A avaliação do Planalto é que as manifestações realizadas ao longo do final de semana – que reuniram dezenas de milhares de pessoas nas ruas – deram para Lula o ‘time’ ideal para a mudança na pasta.
Nesta quarta-feira, Macedo foi às redes sociais negar que tenha sido procurado por Lula ou qualquer auxiliar sobre as mudanças na Secretaria-Geral da Presidência da República. “O presidente Lula nunca tratou do assunto comigo. Nunca teve qualquer discussão acerca de uma candidatura minha a deputado federal. O voto popular deu ao presidente a prerrogativa de fazer trocas ministeriais no momento em que ele desejar. A minha prioridade eleitoral é a reeleição do presidente Lula em 2026. Portanto, só serei candidato a qualquer cargo, se essa for a orientação dele”, declarou ele.
A nomeação de Boulos para a função de ministro de Estado deveria ter ocorrido em maio, mas Lula decidiu adiá-la para tentar convencer tanto o deputado quanto a militância petista da ideia. Apesar de ser bem relacionado com o presidente, o nome do deputado federal ainda sofre resistências dentro da Executiva Nacional do partido.
De olho na eleição presidencial de 2026, Lula quer se aproximar de movimentos sociais e da sociedade civil. O petista hoje enxerga Boulos como seu natural sucessor nas eleições de 2030.
No ano passado, o petista apoiou Boulos na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
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Aproximação com MST
No ano passado, líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) cobraram maior participação de Lula nas pautas relacionadas ao grupo.
O petista convidou o dirigente nacional do MST, João Paulo Rodrigues, para se juntar a delegação brasileira que viajou para a posse do presidente uruguaio Yarmandú Orsi. O convite foi tratado como forma de aproximar Lula do movimento social.
O líder nacional do MST, João Pedro Stedile, chegou a dizer que o movimento está “cansado de promessas” e cobrou, “sem ser pessoal”, o petista:
“Medidas que alcancem, de fato, os 70 milhões de trabalhadores que estão na informalidade, criando programas de emprego e renda, com base na reindustrialização do país para produzir em massa os bens de que a população precisa”.
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