AGU de Lula reage a revogação de visto dos EUA: “Sem receios”
"Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça", disse Jorge Messias
O advogado-geral da União, Jorge Messias (foto), divulgou uma nota nesta segunda-feira, 22, para reagir à notícia de que seu visto americano será revogado, antecipada pela agência de notícias Reuters.
“Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida”, disse o AGU de Lula em manifestação publicada em seu perfil no X.
Leia a íntegra da mensagem:
“As mais recentes medidas aplicadas pelo governo dos EUA contra autoridades brasileiras e familiares, agrava um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países.
Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida. Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro.”
Vistos
Segundo a Reuters, além de Messias também perderão os vistos americanos José Levi, que é ex-procurador-geral da República e ex-secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atuou durante a presidência do ministro Alexandre de Moraes; e Airton Vieira, juiz auxiliar de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF).
“A medida representa uma escalada significativa na disputa atual entre os governos dos EUA e do Brasil, que se intensificou desde a condenação criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro no início do mês”, diz a Reuters na nota em que anunciou que os vistos serão revogados.
O ex-juiz eleitoral Benedito Gonçalves, o ex-assessor eleitoral Marco Antonio Martin Vargas e o assessor judicial Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, que também foi auxiliar de Moraes, são os outros nomes da nova lista.
Eles se unem aos ministros do STF que não podem viajar para os Estados Unidos: Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Completam a lista dos sancionados pelo governo Donald Trump Paulo Gonet, procurador-geral da República, Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, ex-funcionário da Casa Civil e Alexandre Padilha, ministro da Saúde; os últimos por conta do programa Mais Médicos.
Magnitsky
Também nesta segunda, o governo americano anunciou que Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes, foi sancionada pela Lei Magnitsky, como já tinha ocorrido com o marido.
Viviane, que comanda o escritório de advocacia Barci de Moraes, em que trabalham seus filhos Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, entrou na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês).
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