“Nunca desistiremos de nossa força nuclear”, declara Kim Jong-un
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, manifestou sua disposição para dialogar com os Estados Unidos, desde que Washington abandone suas exigências em relação à desnuclearização do país
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, manifestou sua disposição para dialogar com os Estados Unidos, desde que Washington abandone suas exigências em relação à desnuclearização do país.
Durante um discurso na Assembleia Popular Suprema, realizado no último fim de semana, Kim enfatizou que nunca abrirá mão de seu arsenal nuclear como forma de evitar sanções internacionais.
“Nunca desistiremos de nossa força nuclear. Nunca negociaremos com inimigos para trocar algo pelo alívio das sanções”, destacou, segundo informações da Yonhap.
“Pessoalmente, tenho boas recordações do presidente americano, [Donald] Trump”, declarou Kim, conforme reportado pela agência estatal norte-coreana KCNA.
O ditador norte-coreano afirmou: “Se os Estados Unidos desistirem de sua obsessão absurda pela desnuclearização, aceitarem a realidade e desejarem uma coexistência pacífica genuína, não há razão para que não nos sentemos à mesa para negociar”.
Essas declarações foram as primeiras menções diretas a Trump desde que ele assumiu novamente a presidência em janeiro deste ano.
Durante o primeiro mandato do republicano, ocorreram três cúpulas entre os dois líderes, mas nenhuma delas resultou em avanços significativos devido às demandas dos EUA sobre a desnuclearização da Coreia do Norte.
Aliança com a Rússia
A Coreia do Norte também tem apoiado a Rússia na guerra na Ucrânia através do envio de tropas e materiais militares.
As agências de inteligência ocidentais estão preocupadas com a possibilidade de Pyongyang estar recebendo assistência russa em seu programa nuclear e de mísseis balísticos, após quase duas décadas sob sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.
No início de setembro, Kim fez uma viagem a Pequim em seu tradicional trem blindado para participar de um grandioso desfile militar em comemoração à rendição do Japão na Segunda Guerra Sino-Japonesa e ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Em meio a mais de 20 líderes internacionais presentes no evento, Kim teve uma rara oportunidade diplomática ao se encontrar com seus homólogos Xi Jinping e Vladímir Putin.
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