Macron condiciona abertura de embaixada na Palestina à libertação de reféns
França mantém atualmente um consulado-geral em Jerusalém, junto à Autoridade Palestina
O presidente francês, Emmanuel Macron (foto), afirmou em entrevista divulgada neste domingo, 21, que a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza será “uma condição clara antes de abrirmos uma embaixada” na Palestina. A declaração foi dada à CBS, na véspera de Paris reconhecer oficialmente o Estado palestino.
A França mantém atualmente um consulado-geral em Jerusalém, junto à Autoridade Palestina, e a embaixada em Israel está localizada em Tel Aviv.
Macron disse que o reconhecimento será anunciado nest segunda-feira, durante cúpula na sede das Nações Unidas, em Nova York.
O presidente francês criticou as operações militares de Israel em Gaza, afirmando que “muitos civis estão sendo mortos” e classificou como “grande erro” qualquer plano de retirada completa da população palestina antes da reconstrução do território.
Macron acrescentou que a libertação dos reféns é apenas “a primeira de uma série de pré-requisitos que defenderemos no âmbito do processo de paz”.
Medidas contra antissemitismo
Como mostramos, Macron determinou o fortalecimento das medidas de combate ao antissemitismo na França. A decisão foi anunciada em publicação no X:
“Conheço as preocupações dos judeus franceses.
Ansiedade, solidão, medo: esta semana, mais uma vez, eles me contaram como suas vidas mudaram desde 7 de outubro. Também me expressaram sua demanda por justiça e proteção”, escreveu Macron.
Países avançam no reconhecimento oficial da Palestina
Países como Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal avançaram no reconhecimento oficial da Palestina.
As decisões foram anunciadas antes da Conferência de Alto Nível sobre Palestina, que acontece em paralelo à Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
No Reino Unido, a pressão para o anúncio cresceu dentro do Partido Trabalhista, com mais de 130 parlamentares defendendo a medida. O premiê Keir Starmer, no entanto, só formalizou a decisão após a visita oficial de Donald Trump a Londres.
Aliado de Israel, Trump disse a jornalistas que essa “é uma das poucas discordâncias” que mantém com o líder britânico.
Já o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou que “o Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece nossa parceria na construção da promessa de um futuro pacífico tanto para o Estado da Palestina quanto para o Estado de Israel”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)