Moraes retira GSI da escolta de Bolsonaro e aponta “necessidade de padronização”
Deslocamentos do ex-presidente, que está preso em regime domiciliar, serão realizados por agentes da PF e da Polícia Penal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 17, que a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja realizada exclusivamente por agentes da Polícia Federal (PF) ou da Polícia Penal do Distrito Federal.
Na decisão, o ministro excluiu a participação de agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), determinando que o órgão ficará responsável apenas pela segurança dos familiares do ex-presidente.
“A necessidade de padronização dos deslocamentos, da segurança do custodiado e da garantia da ordem pública exige maior padronização, para se evitar os problemas ocorridos no último Domingo, onde (a) o desembarque e embarque foram realizados em local errado, ao ar livre e mediante diversas pessoas, (b) o custodiado permaneceu por longo tempo “assistindo” uma improvisada entrevista coletiva de seu médico”, diz Moraes, em sua decisão.
Como mostramos, Moraes havia determinado um prazo de 24h para que a Polícia Penal do DF detalhasse a escolta de Bolsonaro em sua ida ao hospital DF Star, no domingo, 14, onde realizou um exame e procedimentos médicos.
Em resposta, a Polícia Penal do DF informou que havia uma quantidade grande de pessoas próxima à viatura onde o ex-presidente embarcaria, o que representava risco de “desordem”.
“Os policiais optaram em não dar comando verbal ou usar a força necessária para que o monitorado embarcasse imediatamente”, diz trecho do ofício enviado a Moraes.
Bolsonaro recebe alta
Bolsonaro recebeu alta hospital no início da tarde desta quarta-feira, 17. Segundo o boletim médico que informou a alta, foi identificada a “presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’”.
O diagnóstico indica câncer de pele em estágio inicial, que, segundo o médico Claudio Birolini, não demanda tratamento, mas acompanhamento.
Leia o boletim médico na íntegra:
O” ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DF Star na tarde do dia 16 de setembro, devido a quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope. Apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa. O laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas “in situ”, em duas das oito lesões removidas, com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica. Recebe alta hospitalar, mantendo o acompanhamento médico.”
Leia também: Bolsonaro recebe alta após dormir no hospital
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Comentários (1)
Joaquim Arino Durán
17.09.2025 22:05Tomou água e dipirona, regressando ao lar.