Suspeito de matar Charlie Kirk não está cooperando, diz governador de Utah
Spencer Cox confirma autenticidade de conversas de Tyler Robinson no Discord e afirma que ele não confessou o crime
O governador de Utah, Spencer Cox, afirmou neste domingo, 14, que Tyler Robinson, suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, não está cooperando com as autoridades.
“Ele não confessou às autoridades. Ele não está cooperando, mas todas as pessoas ao redor dele estão cooperando. E eu acho que isso é muito importante”, disse Cox à apresentadora do programa This Week, da ABC News, Martha Raddatz.
Robinson permanece preso e deve ser formalmente acusado na próxima terça-feira pelos crimes de homicídio qualificado, obstrução da justiça e porte ilegal de armas. A Justiça determinou que ele permaneça detido sem direito a fiança.
Charlie Kirk, fundador do grupo Turning Point USA, foi morto na quarta-feira, após ser atingido por um tiro de fuzil durante um evento na Universidade de Utah Valley (UVU), em Orem.
Cox disse que familiares e amigos do suspeito estão colaborando com a investigação, ajudando a entender as motivações do crime. Acrescentou que haverá “muito, muito mais informações” nos próximos dias, quando as acusações forem formalizadas.
Uma pessoa que dividiria apartamento com Robinson está sendo “incrivelmente cooperativa”, segundo o governador.
Cox disse que a identidade de gênero dessa pessoa, que seria trans, está sendo avaliada dentro do contexto da investigação, mas que a prioridade é analisar as provas físicas e digitais.
Sobre a radicalização política, o governador disse ainda:
“Não sei se isso importa tanto quanto a peça da radicalização. Pessoas foram assassinadas recentemente. O número de mortos está aumentando. Estou muito preocupado com essa radicalização. Esta pessoa fez uma escolha, e será responsabilizada.”
Após o assassinato, reportagem do New York Times indicou que Robinson teria feito comentários com amigos em uma plataforma digital, sugerindo que o autor do crime era um sósia seu. No Discord, ele teria sido marcado em postagens apontando a semelhança com o suspeito.
O governador confirmou a veracidade dessas conversas.
“Tudo o que podemos confirmar é que essas conversas realmente aconteceram, e eles não acreditaram que era ele mesmo. Era tudo brincadeira, até que ele, sabe, até que ele admitiu que era ele mesmo”, disse Cox.
Além das comunicações nas plataformas digitais, a polícia coleta outras evidências forenses, como cápsulas de munição, para montar o caso. Cox afirmou que todas as informações obtidas serão reunidas nos documentos de acusação, que detalharão a participação de Robinson no crime.
O governador concluiu fazendo um apelo à sociedade diante do clima de radicalização política:
“Estas são circunstâncias muito trágicas que nos afetam a todos. Cada um de nós precisa decidir: vamos odiar nosso vizinho? Vamos responder à violência com violência? Ou vamos encontrar outro caminho? É a única saída.”
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