Valdemar: “Não aceitaremos anistia que não contemple Bolsonaro”
Em entrevista, presidente do PL admite candidatura em 2026 sem integrante da família Bolsonaro, desde com aval do ex-mandatário
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto (foto), reafirmou que continuará a trabalhar pela anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Globo, ele disse que não aceita qualquer projeto que exclua o ex-mandatário.
“Nesse momento trabalhamos por uma anistia que contemple Bolsonaro. Nós respeitamos a decisão do Poder Judiciário, mas queremos avançar com as negociações. O que acelera é a necessidade de ver a anistia resolvida.”
Segundo Valdemar, a meta é encerrar a tramitação no Congresso no prazo de 30 dias. Questionado sobre uma possível proposta intermediária no Senado, o líder do PL afirmou:
“Não aceitaremos uma anistia que não contemple Bolsonaro.”
Valdemar também admitiu a possibilidade de uma chapa em 2026 sem a presença de um membro da família Bolsonaro.
“Tem chance, sim, de a chapa não ter o nome do Bolsonaro. Mas tudo dependerá dele, caso não possa ser candidato.”
Apesar de mencionar nomes como Ciro Nogueira e Marcos Pereira como possíveis vices, Valdemar disse acreditar que Bolsonaro ainda será candidato.
“Bolsonaro tem uma força de transferência de votos absurda, é uma loucura. Os nomes apoiados por ele crescem nas pesquisas internas. Isso é automático e não vai mudar, mas sigo acreditando que o candidato será ele.”
Sobre uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para a presidência, Valdemar afirmou:
“Nosso foco é pela anistia e só nisso. Nós respeitamos a decisão do Judiciário, mas estamos focados em uma anistia que englobe Bolsonaro. Só falaremos em eventual substituição de Bolsonaro depois de esgotadas as tratativas para a anistia.”
Leia também: Defesa de Bolsonaro manifesta “profunda discordância” após condenação
Condenação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista.
Na dosimetria de pena, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que o ex-presidente atuou como líder de uma organização criminosa que teve o intuito de se perpetuar no poder.
Dessa pena de 27 anos, são 24 anos e 9 meses de reclusão (para crimes em regime fechado) e 2 anos e 6 meses de detenção (para crimes em regime semiaberto), mais 124 dias multa. Sendo que o dia multa é fixado em um salário mínimo. Assim, Bolsonaro vai cumprir pena inicialmente em regime fechado, já que foi condenado a mais de 8 anos de prisão.
Caso fossem aplicadas as penas máximas em todos os crimes, Jair Bolsonaro poderia pegar 43 anos de prisão.
Leia em Crusoé: Bolsonaro condenado
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Comentários (2)
Fabio B
13.09.2025 08:04Olha, como são as coisas. Estão sacrificando a chance de uma anistia que poderia ser dada aos louquinhos para tentar livrar o Bolsonaro. Vai ser em vão. Mas possivelmente o Bolsonaro deve mesmo conseguir algum alívio e conseguir cumprir a pena em casa, apesar de provavelmente nunca mais disputar eleição alguma. Já os doidinhos terão que cumprir toda a pena na cadeia, e muitos morrerão nela porque o seu Líder supremo preferiu sacrificá-los em troca da própria benesse. Esse é o prêmio, e bem merecido, de ser um otário e viver em negação do papel patético que cumpriu nessa história toda.
Luis Eduardo Rezende Caracik
13.09.2025 07:53Que meda Valdemar. Como sempre, sempre do lado errado da história!