Defesa de Bolsonaro manifesta “profunda discordância” após condenação
Advogado Fábio Wajngarten prometeu ajuizar os recursos cabíveis, "inclusive no âmbito internacional"
Após a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, o advogado Fábio Wajngarten afirmou na quinta-feira, 11, manifestou, em nome da defesa do ex-presidente, “profunda discordância e indignação” com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Em nota, o ex-ministro da Secom alegou que a ‘falta de tempo hábil impediu a defesa de forma definitiva’ e prometeu ajuizar os recursos cabíveis, “inclusive no âmbito internacional”.
Leia o comunicado na íntegra:
“A defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal com respeito. Contudo, não pode deixar de manifestar profunda discordância e indignação com os termos da decisão majoritária.
Nesse sentido, continuaremos a sustentar que o ex-presidente não atentou contra o Estado Democrático, jamais participou de qualquer plano e muito menos dos atos ocorridos em 08 de janeiro.
Também continuamos a entender que o ex-Presidente deveria ter sido julgado pela primeira instância ou, se assim não fosse, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal; da mesma forma, não podemos deixar de dizer, com todo o respeito, que a falta de tempo hábil para analisar a prova impediu a defesa de forma definitiva.
A defesa entende que as penas fixadas são absurdamente excessivas e desproporcionais e, após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional.”
Condenação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão, mais 124 dias multa, por sua participação na trama golpista.
Na dosimetria de pena, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que o ex-presidente atuou como líder de uma organização criminosa que teve o intuito de se perpetuar no poder.
Dessa pena de 27 anos, são 24 anos e 9 meses de reclusão (para crimes em regime fechado) e 2 anos e 6 meses de detenção (para crimes em regime semiaberto), mais 124 dias multa. Sendo que o dia multa é fixado em um salário mínimo. Assim, Bolsonaro vai cumprir pena inicialmente em regime fechado, já que foi condenado a mais de 8 anos de prisão.
Caso fossem aplicadas as penas máximas em todos os crimes, Jair Bolsonaro poderia pegar 43 anos de prisão.
Leia em Crusoé: Bolsonaro condenado
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Comentários (2)
Fabio B
12.09.2025 11:20O mesmo discurso do Zanin na época que o Lula foi condenado e preso.
Márcio Roberto Jorcovix
12.09.2025 08:48Os advogados sabem que ele não ficará preso muito tempo. Bandido com dinheiro não fica preso. Vide o sapo barbudo e sua gang