“Sentença injusta”, diz Tarcísio sobre condenação de Bolsonaro
Governador de São Paulo contestou "penas desproporcionais" aplicadas ao ex-presidente e afirmou que a "verdade prevalecerá"
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “injusta e com penas desproporcionais” a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete réus na ação penal da trama golpista.
Em publicação no X, Tarcísio afirmou que a “história se encarregará de desmontar narrativas e a justiça prevalecerá”.
“Se não se pode transigir com a impunidade, também não se pode desprezar o princípio da presunção da inocência, condenando sem provas. O resultado do julgamento, infelizmente, já era conhecido. Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com penas desproporcionais. A história se encarregará de desmontar as narrativas e a justiça ainda prevalecerá. Força, presidente. Seguiremos ao seu lado!”, escreveu no X.
Condenação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão, mais 124 dias multa.
Na dosimetria de pena, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que o ex-presidente atuou como líder de uma organização criminosa que teve o intuito de se perpetuar no poder.
Dos 27 anos, 24 anos e 9 meses correspondem a reclusão em regime fechado, enquanto 2 anos e 6 meses são para detenção em regime semiaberto, além da multa de 124 dias-multa, cujo valor diário foi fixado em um salário mínimo.
Assim, Bolsonaro iniciará o cumprimento da pena em regime fechado, pois foi condenado a mais de 8 anos de prisão.
Caso fossem aplicadas as penas máximas para todos os crimes, a condenação poderia chegar a 43 anos de prisão.
“As circunstâncias devem levar em consideração a maior reprovabilidade de sua conduta. Ele exerceu a presidência da República e, durante a ação penal, instrumentou o aparato estatal com o intuito de propagar falsas narrativas e se perpetuar no poder”, declarou Alexandre de Moraes.
Cálculo das penas
Somente pelo crime de organização criminosa, Jair Bolsonaro foi condenado a 7 anos e 7 meses de reclusão.
Pela tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, a pena fixada foi de 6 anos e 6 meses.
Já pelo crime de golpe de Estado, a condenação foi de 8 anos e 2 meses.
Além disso, por dano ao patrimônio tombado, Bolsonaro recebeu pena de 2 anos e 6 meses, mais 75 dias-multa, e por dano qualificado, foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão.
Três ministros acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes na dosimetria da pena: Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O ministro Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro, não se manifestou sobre a dosimetria.
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Comentários (1)
Luis Eduardo Rezende Caracik
11.09.2025 22:09Well Governador, a verdade não prevalecerá. Ela acaba de prevalecer. E o Senhor, bolsodependente que demonstrou ser nas últimas semanas, agora procura o calor da extrema direita para ocupar um espaço do líder caído e ver no que dá? Que vergonha!