O que Gilmar faz no julgamento de Bolsonaro?
Essa foi a única vez em que o magistrado fez questão de acompanhar in loco o trabalho dos colegas
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrante da Segunda Turma, compareceu nesta quinta-feira, 11, à reta final do julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Essa foi a única vez em que o magistrado fez questão de acompanhar in loco o trabalho dos colegas. Ele também é o único ministro entre os 11 da Corte a ter tal comportamento.
Gilmar comparece à Turma depois de um extenso voto do ministro Luiz Fux, que durou mais de 11 horas. A manifestação de Fux causou resignação dos seu colegas não somente pela sua extensão como pelo seu conteúdo.
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Cármen Lúcia
A própria ministra Cármen Lúcia, no início dos trabalhos desta quinta, deu alguns recados a Fux, afirmando que as preliminares suscitadas pelo colega – como a incompetência da Turma para julgar Bolsonaro – já haviam sido vencidas em momentos anteriores e que não havia mais razão de serem citadas.
Um dia após Fux votar por inocentar Jair Bolsonaro das acusações que lhe são imputadas pela trama golpista, Cármen Lúcia decidiu iniciar seu voto citando o poema Que país é este?, de Affonso Romano de Sant’Anna.
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Assista ao julgamento:
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