Calmaria nos arredores do condomínio de Bolsonaro na retomada do julgamento
Enquanto o ministro Alexandre de Moraes vota, houve algumas manifestações isoladas, como uma mulher gritando “Cadeia, sem anistia”
Os arredores do condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), têm um momento de calmaria na manhã desta terça-feira, 9, apesar da retomada do julgamento da ação penal da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF). É nesse condomínio que fica a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e onde, portanto, ele cumpre a prisão domiciliar desde 4 de agosto.
Por enquanto, não há bolsonaristas nem opositores do ex-presidente em frente ao local. Apenas um entrar e sair de veículos normal na portaria.
Na semana passada, manifestantes de ambos os lados se reuniram próximo à entrada.
Nesta manhã, embora haja uma calmaria no geral, houve algumas manifestações isoladas. Por volta de 9h40, um motociclista passou gritando “Viva Cuba, viva Venezuela” em direção aos profissionais de imprensa, aparentemente em tom de brincadeira.
Pouco depois, uma mulher gritou “Cadeia, sem anistia”, em protesto contra Bolsonaro, e um homem passou com um veículo tocando, em volume alto, a música “Tá na Hora do Jair Já Ir Embora” (2022), de Juliano Maderada e Tiago Doidão, também em protesto contra Bolsonaro.
Na ação penal, o ex-presidente e outras sete pessoas são réus. Entre elas, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
O grupo forma o chamado “núcleo 1” que teria atuado em uma tentativa de golpe de Estado no Brasil entre 2022 e 2023. Bolsonaro e os demais estão sendo julgados por diferentes crimes. A lista inclui organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
O ministro Alexandre de Moraes está votando no julgamento neste momento. Depois, os outros integrantes da Primeira Turma apresentarão seus votos. É necessário pelo menos três votos convergentes para condenar ou absolver Bolsonaro.
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