Ministro de Lula muda discurso sobre energia nuclear: “Só para fins pacíficos”
Silveira havia defendido o uso de energia nuclear para fins de defesa
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (foto), mudou o seu discurso sobre o uso de energia nuclear no Brasil para fins de defesa.
Em nota divulgada nesta segunda, 8, Silveira afirmou que o uso da energia “só pode ser utilizada para fins pacíficos”, em alinhamento ao que estabelece a Constituição brasileira e o Tratado de Não Proliveração Nuclear, do qual o Brasil é signatário.
Ele foi criticado por defender, na última sexta, 5, o desenvolvimento de energia nuclear para fins de defesa.
“Mesmo que isso seja polêmico, nós estamos vivendo arroubos internacionais muito graves no mundo, em especial nos últimos tempos”, disse Silveira, em evento com Lula.
O ministro defendeu a posse dessa tecnologia para o caso de “o mundo continuar como está“.
Nota de Silveira
“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, jurista e pacifista, reafirma que o uso da energia nuclear no Brasil só pode ser utilizada para fins pacíficos, como determina a Constituição Federal. Portanto, com destinação a geração de energia elétrica limpa e aplicação na medicina nuclear, tanto para diagnóstico, quanto para tratamento de enfermidades.
O Brasil cumpre integralmente os compromissos internacionais que consolidam essa posição — entre eles, o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), o Tratado de Tlatelolco e o Acordo Quadripartite com a República Argentina, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Agência Brasil-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC).
A especulação gerada decorreu de uma resposta a jornalistas na saída de um evento, em que o ministro foi questionado sobre soberania nacional e os recursos naturais do país em um cenário hipotético de futuro debate legislativo.
O ministro respondeu que, nos ataques especulativos geopolíticos atuais e tendo o país riquezas estratégicas como 11% da água doce do planeta, terra fértil e abundante, jazidas minerais relevantíssimas, em especial dos minerais críticos para transição energética e estratégicos para segurança alimentar, petróleo e detendo a cadeia nuclear completa, em um futuro, espera, longínquo, o povo e seus representantes num país democrático têm o legítimo direito de debater como preservar sua absoluta soberania, hoje assegurada graças à liderança, experiência, coragem e diálogo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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