“Estava demorando para chegar minha vez”, diz Malafaia sobre inquérito
Em discurso na Avenida Paulista, pastor acusa Moraes de perseguição política a religiosa
Em discurso na Avenida Paulista, o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de perseguição religiosa e política ao incluí-lo em um inquérito sobre tentativa de obstrução da ação penal da suposta trama golpista.
“Meus cadernos são minha ferramenta de trabalho. Alexandre de Moraes, você não promove apenas perseguição política. Religiosa também”, afirmou neste domingo, 7 de setembro. O pastor se refere à apreensão de seus cadernos e do celular em operação da Polícia Federal realizada em 20 de agosto.
Malafaia também criticou a divulgação de suas conversas com Bolsonaro, anexadas ao inquérito.
“De fato, de vez em quando eu falei uns negócios indevidos, eu reconheço. Mas é melhor falar uma coisa indevida do que destruir a democracia brasileira. Aí o que ele [Moraes] faz: ele libera isso, pra denegrir a minha imagem diante da opinião pública brasileira e da opinião pública evangélica.”
O pastor afirmou que chegou a estranhar a demora em ser alvo de investigação.
“Achei que estava demorando muito a chegar a minha vez. Aí ele me incluiu numa investigação. É crime dar opinião? É crime dar conselho? É crime influenciar? Nós somos seres sociais. Todos nós somos hoje influenciados e influenciadores.”
Disse ainda que costuma enviar vídeos para quatro ministros do STF e que a perícia em seu celular confirmará essa prática.
“Há quatro anos, em mais de 50 vídeos, em todas as manifestações, eu venho denunciando os crimes do ditador da toga Alexandre de Moraes.”
Ataques a Lula e defesa de Bolsonaro
Durante o discurso, Malafaia também atacou o presidente Lula, a quem chamou de “verdadeiro traidor da pátria”.
O pastor criticou aliados que discutem alternativas à candidatura de Bolsonaro em 2026.
“Que história é essa de dizer que A, B ou C é candidato da direita. Calem a boca. Nenhum filho de Bolsonaro nem ninguém da direita tem que dizer se Bolsonaro não for candidato, eu estou aqui. Isso é imaturidade política.”
Ele elogiou ainda o trabalho do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na articulação pela anistia no Congresso Nacional.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
07.09.2025 21:11Era para esse pastor de araque também estar preso. Sem esquecer que nessa cesta faltam LULE, Bozo , Moraes, Barroso, Toffoli e muitos outros dessa laia.