Matar membros de cartéis é melhor uso das Forças Armadas, diz JD Vance
Em meio a tensões com Venezuela, vice-presidente dos EUA defende uso da força contra cartéis de drogas
Em meio às tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, o vice-presidente americano, JD Vance (foto), defendeu neste sábado, 6, o uso da força contra cartéis de drogas.
“Matar membros de cartéis que envenenam nossos cidadãos é o maior e melhor uso de nossas forças armadas”, escreveu Vance em publicação no X.
A declaração marca o tom mais duro já adotado pelo governo Donald Trump no combate ao narcotráfico.
Ataque no Caribe deixa 11 mortos
A fala de Vance ocorreu dias após uma operação militar americana no mar do Caribe resultar na morte de 11 pessoas. O alvo foi uma lancha que havia partido do estado venezuelano de Sucre em direção a Trinidad e Tobago.
De acordo com Washington, a embarcação estava associada ao grupo criminoso transnacional Tren de Aragua, classificado pela Casa Branca como organização terrorista. O governo americano apresentou a ação como parte de um “conflito armado” contra o narcotráfico.
O episódio marcou uma mudança em relação às práticas tradicionais de interdição, em que o objetivo era deter embarcações e tripulantes. Desta vez, o ataque foi letal e direto.
Trump e Rubio confirmam operação
O presidente Donald Trump confirmou a ação em coletiva de imprensa na última terça-feira, no Salão Oval.
“Muitas drogas naquele barco… aconteceu há poucos instantes. Quando vocês saírem, verão que atiramos em um barco que transportava drogas, e tem mais de onde isso veio. Eles vieram da Venezuela”, disse o republicano.
Logo depois, o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou nas redes sociais:
“Hoje o exército dos EUA realizou um ataque letal no sul do Caribe contra um navio de drogas que havia partido da Venezuela e estava sendo operado por uma organização narcoterrorista designada.”
Escalada militar
A operação ocorreu em meio ao envio de reforços militares americanos para o Caribe. Três destróieres, um cruzador, um submarino nuclear e navios de desembarque anfíbio foram deslocados, além de aviões de vigilância P-8 Poseidon.
A Casa Branca já havia informado que estava pronta para “usar todo seu poder” contra o fluxo de drogas rumo ao território americano.
Leia também: Trump envia caças F-35 ao Caribe em meio a tensões com Maduro
Conexões com o narcotráfico
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, é acusado por Washington de chefiar o Cartel de los Soles e de ter ligações com o Cartel de Sinaloa, do México.
Em 13 de agosto, o governo Trump anunciou o confisco de bens avaliados em US$ 700 milhões, aproximadamente R$ 3,8 bilhões, pertencentes a Maduro.
A informação foi compartilhada pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, que detalhou a apreensão de propriedades luxuosas, incluindo mansões, automóveis, aeronaves e joias.
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Comentários (7)
Carlos Renato Cardoso Da Costa
07.09.2025 14:12Execução de cidadãos estrangeiros sem prova cabal é um ato criminoso. Diferente seria se os EUA estabelecessem parceria com os países da região e atacasse criteriosamente. Aí sim mandar traficante para a cova seria um ato incondenável.
FRANCISCO JUNIOR
07.09.2025 11:45Até agora soubemos de um barco pequeno abatido, a quantidade de drogas apreendida deve ser ínfima em relação ao que entra nos EUA. Queria saber a real efetividade dessas ações dos EUA, que parecem apenas marketing para os admiradores da seita MAGA.
Marian
07.09.2025 09:56Concordo. A droga mata toda uma geração de jovens, sem tiro. O inimigo estava vencendo sem ser percebido.
MARCEL SILVIO HIRSCH
07.09.2025 08:52JD Vance está corretíssimo. Pena que o dinheiro fácil para fechar os olhos das autoridades seja o grande impedimento.
VITOR CARLOS MARCATI
06.09.2025 20:19Está corretíssimo, para aqueles que falam que o combate aos cartéis é enxugar gelo, é melhor o gelo ser enxugado do que a água dele acabar nos afogando de vez
Fabio B
06.09.2025 18:51Por isso que é importante votar num presidente (não o Tarcísio, não o Lula) que está disposto a declarar essa guerra, pois é ele quem tem o poder de declarar guerra, assim, não tem STF nem juiz corrupto que possa defender traficante de drogas.
Fabio B
06.09.2025 18:46O JD Vance está correto. E aqui o Brasil vem perdendo essa guerra porque simplesmente a nega. Os governantes fingem que a população não está sendo atacada, mantém uma aparência de normalidade, mesmo com os cartéis controlando de 20% a 25% do território nacional. Nessas áreas, as leis brasileiras não são aplicadas. A polícia, muitas vezes, é impedida até pelo próprio Judiciário corrupto de atuar. O resultado é que a população dessas regiões vive sob escravidão moderna: obrigada a obedecer às regras do tráfico, comprar apenas deles e pagar taxas a eles. Na prática, é como se um Estado estrangeiro estivesse ocupando o país. Por isso, o Brasil precisa encarar essa realidade como o que ela é: uma guerra. O Direito Penal do Inimigo deve ser aplicado. Esses faccionados devem perder a cidadania e quaisquer direitos garantidos a brasileiros, sendo submetidos a uma legislação própria — como se fossem combatentes inimigos em tempo de guerra. É prender para sempre, nada de recuperação, todo e qualquer faccionado, e se resistir, matar.