Inglaterra proíbe venda de bebidas energéticas para menores de 16 anos
A nova regulamentação proíbe a venda, para menores de 16 anos, de bebidas que contenham mais de 150 mg de cafeína por litro, como Red Bull e Monster
A venda de bebidas energéticas como Red Bull será proibida para jovens menores de 16 anos na Inglaterra, em uma tentativa de “melhorar sua saúde física e mental” e combater a obesidade, anunciou o governo na quarta-feira, 3 de setembro.
Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de um terço dos adolescentes entre 13 e 16 anos, além de quase um quarto das crianças de 11 a 12 anos, consomem essas bebidas semanalmente.
O governo destaca as consequências prejudiciais à saúde que esses produtos podem trazer, incluindo distúrbios do sono, aumento da ansiedade, redução da capacidade de concentração e impactos negativos no desempenho escolar.
O ministro da Saúde, Wes Streeting, questionou: “Como os jovens podem ter sucesso acadêmico se consomem diariamente a quantidade de cafeína equivalente a um duplo expresso?”.
A nova regulamentação proíbe a venda, para menores de 16 anos, de bebidas que contenham mais de 150 mg de cafeína por litro, como Red Bull e Monster, a qualquer ponto de venda. Essa proibição se estenderá a lojas físicas, restaurantes, cafés e até mesmo compras online.
Streeting enfatizou que embora as bebidas energéticas possam parecer inofensivas, elas têm um efeito significativo sobre o sono e o bem-estar das crianças. Além disso, as versões ricas em açúcar são prejudiciais aos dentes e contribuem para o aumento da obesidade infantil.
A partir desta quarta-feira, uma consulta pública de 12 semanas será realizada para discutir a implementação dessa proibição.
O governo busca coletar opiniões de especialistas em saúde, educadores e comerciantes para garantir uma abordagem eficaz.
A medida se aplica apenas à Inglaterra; Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales estão tomando decisões independentes sobre questões relacionadas à saúde.
Quais os benefícios e malefícios das bebidas energéticas?
A cafeína — principal componente ativo — costuma melhorar o estado de alerta, atenção, tempo de reação, memória de curto prazo e concentração em curto prazo.
Evidências mostram benefícios modestos no desempenho esportivo, especialmente para atividades de resistência ou em doses superiores a ~3 mg/kg de cafeína.
O consumo, especialmente no fim do dia, pode provocar insônia, irritabilidade, nervosismo, tremores e ataques de pânico
A cafeína pode elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, com risco aumentado de arritmias. Há relatos até de parada cardíaca em casos de uso excessivo ou predisposição (mesmo em pacientes sem histórico.
O alto teor de açúcar pode causar obesidade, diabetes tipo 2, resistência à insulina, síndrome metabólica e até danos ao fígado.
Há substancial evidência de que o consumo frequente pode aumentar ansiedade, alterar humor, causar instabilidade emocional, distúrbios de sono e dependência.
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