Renan Santos, do MBL, ironiza Zema por empatar tecnicamente com ele
Movimento Brasil Livre celebra pontuação do líder do recém-formado partido Missão
O líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), ironizou nesta segunda, 1º, o resultado da pesquisa divulgada pelo RealTime/BigData em que aparece tecnicamente empatado com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em eventual cenário de disputa pela Presidência da República.
No levantamento, Zema aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Renan Santos soma 2%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou menos, o que configura um empate técnico.
“O Zema foi governador de Minas por dois mandatos e ficou puxando saco do Bolsonaro por tanto tempo pra terminar empatado tecnicamente com um morador de rua e seu movimento falido? Ok, então. E não adianta imitar o que eu falo”, escreveu Renan, no X.
O comentário foi em resposta a uma publicação do perfil ‘BrunoDiasCWB‘ em que projeta o líder do MBL pode ultrapassar o governador mineiro nas pesquisas até o fim do ano.
Leia mais: Crusoé: Lula e Tarcísio empatados tecnicamente em nova pesquisa
Partido Missão
Em junho, o MBL conseguiu alcançar o número mínimo de assinaturas para registrar o partido político Missão na Justiça Eleitoral.
A certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta o registro de 547.326 apoios em todo o país.
O mínimo necessário era de 547 mil assinaturas.
Esses registros cumpriram a exigência de distribuição em ao menos nove estados, com pelo menos 0,1% do eleitorado em cada.
O processo segue agora para as próximas etapas legais: elaboração do estatuto partidário, estabelecimento da direção nacional, registro nos cartórios, parecer do Ministério Público Eleitoral e julgamento pelo TSE em plenário.
O Missão será o 30º partido político do Brasil.
A expectativa do MBL é que a formalização do partido seja concluída a tempo de disputar as eleições de 2026.
Cláusula de barreira
Como mostrou Crusoé, a primeira missão será superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026, com a meta de eleger pelo menos 13 deputados federais.
Além disso, o movimento planeja lançar um candidato à Presidência para puxar votos para o Legislativo.
A expansão para o Nordeste, região onde a direita tradicional tem menos influência, é outra prioridade.
Nas eleições municipais de 2024, o MBL elegeu 14 representantes, incluindo Amanda Vettorazzo, em São Paulo, e Pedro Duarte, no Rio de Janeiro. Mesmo antigos membros e hoje desafetos, como Lucas Pavanato, bolsonarista radical e o vereador mais votado de São Paulo, ecoam a força do movimento.
“Isso reflete anos de trabalho consistente e mostra que estamos prontos para o próximo passo”, disse Renan Santos.
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Comentários (2)
Fabio B
02.09.2025 18:57Achei não só inesperado, como inacreditável. O partido ainda nem foi oficializado, o Renan nem é candidato formal e o MBL, mesmo com a relevância nas redes, continua sendo um grupo minoritário da direita, constantemente atacado tanto pela esquerda quanto pela própria direita. E mesmo assim, já aparece pontuando na sua primeira pesquisa presidencial? Isso chama bastante a atenção. A Missão tem um projeto sólido e tende a ganhar cada vez mais apoiadores à medida que mais brasileiros de bem o conheçam. Lembro do pensamento que grandes feitos nunca são pelos grupos maiores e mais populares, e sim por um grupo minoritário, mas mais inteligente e organizado. Quando for oficializado a Missão, para mim, não existe outra opção de voto, pois ou o Brasil muda de verdade, ou continuará eternamente preso à mesma elite que controla o país desde a redemocratização.
LUCIANA SOARES VIGA
02.09.2025 12:21Renan e o MBL se provaram resilientes e ao superarem os cancelamentos em massa em 2019 e 2022, conseguiram o que muitos consideram impossivel (montar um partido) e estao pautando a discussao e chamando pra si a responsabilidade pra decretar uma guerra contra o crime organizado a nivel nacional. Seus parlamentares ja se provaram competentes e honestos. É tambem o unico Partido que possui um efetivo plano de Governo (Livro Amarelo), ao passo que os demais discutem se dao anistia ou nao a um ex-presidente criminoso cujo grupo politico perseguiu , inclusive criminalmente, o movimento. Tenho certeza que, à medida que ele for aparecendo na midia e participando de entrevistas e podcasts, mais o publico anti bolsolulismo vai se identificar com Renan Santos, porquanto nao há ninguem mais preprado do que ele pra recolocar o Brasil nos trilhos e restaurar o sentimento nacionalista dos brasileiros.