Roberto Reis na Crusoé: A solução do sistema
Em 2026, a maioria pragmática tende a abraçar quem sobreviver à pancadaria e for bom para o Brasil
Há muita tensão no ar, e seguimos todos atentos a qualquer soluço.
Quem tem um mínimo de informação respira um pouco melhor e já começa a perceber: em 2026, a maioria pragmática abraçará o político que sobreviver e for realmente bom para o Brasil.
Chamem de aporia coletiva: enquanto o sistema busca homeostase, tateamos. No fundo, sabemos que ele insiste em se rearrumar para não morrer. Não por piedade de quem paga impostos, mas por autopreservação.
Kenneth Arrow foi um economista americano, Nobel de Economia, pai da teoria da escolha social.
Nos anos 1950, ele provou algo simples e, ao mesmo tempo, devastador: quando há três ou mais candidatos, nenhuma regra de votação consegue atender ao mesmo tempo a todos os critérios razoáveis de justiça. Sempre falta um parafuso.
Em português direto, os critérios são estes.
Se todo mundo prefere A a B, o resultado precisa preferir A.
O ranking final tem de ser consistente, sem contradições.
A entrada de um nome periférico não deveria bagunçar a ordem dos principais.
Ninguém pode decidir sozinho.
Qualquer combinação de preferências precisa ser válida no jogo.
Com esse menu, algo sempre quebra. Por isso, política não é epifania. É a arte do possível.
O sistema reage para conter a entropia, busca homeostase e tenta preservar governabilidade.
Quem vende catarse entrega placebo. Quem entende o jogo abraça o pragmatismo e volta para a média.
Dito tudo isso, e aplicando agora: em 2026, a maioria pragmática tende a abraçar quem sobreviver à pancadaria e for bom para o Brasil.
Eu sigo apostando em dois derrotados: Lula e Bolsonaro. Ambos geram riscos jurídicos e políticos proibitivos.
O país volta para a média porque o sistema quer permanecer vivo. Não por piedade de quem o sustenta, mas por autopreservação.
E o possível do momento é duro para alguns eleitores: não haverá…
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Comentários (1)
Ita
30.08.2025 10:35Diante do nosso quadro político, acontecendo o que você prevê já saimos na vantagem. O que menos importa é quem será o eleito desde não seja um dos dois.