Tarcísio nega “disputa de protagonismo” de megaoperação contra o PCC
Governador destacou a "integração de forças" em ação que mirou esquema de lavagem de dinheiro de facção criminosa no setor de combustíveis
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descartou nesta sexta-feira, 29, uma disputa de protagonismo com o governo Lula pelos créditos da megaoperação realiza na quinta, 28, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo ele, houve uma “integração de forças” em ação que mirou esquema de lavagem de dinheiro de facção criminosa no setor de combustíveis.
“Não tem disputa nenhuma de protagonismo da operação. Desde que a gente chegou, a gente tem falado muito sobre crime organizado, na área de transportes, na Baixada Santista e no setor de combustíveis, e a gente já vinha fazendo um trabalho de investigação. O Gaeco começou a investigar juntamente com a inteligência da polícia, e esse trabalho vai tendo desdobramento.
Se o Brasil não olhar para o setor de combustível como um todo, a gente não vai resolver esse problema, e aí é um caso de integração bem-vinda. Não é disputa de protagonismo, o que a gente está falando é que cada agente teve um papel nessa história e houve uma integração de forças“, disse.
Como mostramos, Tarcísio já havia exaltado antes o trabalho do Ministério Público e da Polícia Civil do estado na megaoperação.
Lewandowski
Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou a atuação dos órgãos federais na megaoperação contra o PCC.
Em entrevista coletiva, ele disse se tratar de “uma das maiores operações contra o crime organizado”.
“Há muito tempo, nós estamos acompanhando um fenômeno que é a migração da criminalidade organizada, da ilegalidade, para a legalidade. Mas é muito importante dizer, ministro Haddad, que esse não é só um fenômeno brasileiro. É um fenômeno mundial. Ocorre no Brasil e tem se intensificado.
Nós temos verificado é que, para combater esse fenômeno que é a migração da criminalidade, do mundo da ilegalidade para a legalidade, não basta mais apenas uma operação, ou várias operações de natureza simplesmente policial. É preciso, realmente, uma atividade integrada de todos os órgãos governamentais, sobretudo aqueles que trabalham com inteligência. E, nesse caso, os órgãos fazendários. Os órgãos da Receita Federal são absolutamente imprescindíveis nessa tarefa.
Hoje, nós deflagramos, talvez, uma das maiores operações… Talvez, não, com certeza. Uma das maiores operações contra o crime organizado, sobretudo em sua atuação no mercado legal”, afirmou.
Operação Carbono Oculto
Batizada de Carbono Oculto, a megaoperação foi deflagrada na quinta, 28, para desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo PCC no setor de combustíveis.
Estão na mira dos investigadores várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição, além de postos de combustíveis.
Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
Ao todo, 42 alvos foram localizados em cinco endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo.
Pelo menos 40 fundos de investimento (multimercado e imobiliários) eram controlados pelo Primeiro Comando da Capital.
Mais de 1 bilhão de reais em bens foram bloqueados.
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