Trump revoga proteção do Serviço Secreto a Kamala Harris
A revogação da escolta ocorre em momento próximo ao lançamento do livro de memórias de Kamala Harris intitulado "107 Days"
De acordo com as normas vigentes nos EUA, ex-vice-presidentes têm direito a uma escolta de segurança por um período de seis meses após deixarem seus cargos.
No caso de Kamala Harris, esse período expirou em 21 de julho; contudo, sua proteção foi estendida por um ano adicional, conforme uma diretriz assinada pelo então presidente Joe Biden, antes de sua saída da Casa Branca.
Essa prorrogação, até então não divulgada amplamente, foi confirmada por diversas fontes.
Um memorando assinado pelo ex-presidente Donald Trump permite a suspensão dos procedimentos de segurança anteriormente autorizados para Harris, com validade a partir de setembro de 2025. A Casa Branca e o Serviço Secreto ainda não se pronunciaram sobre esta decisão.
A revogação da escolta ocorre em um momento crítico, próximo ao lançamento do livro de memórias de Kamala Harris intitulado “107 Days”, que relata sua curta campanha presidencial e está previsto para ser lançado em 23 de setembro.
A obra será acompanhada por uma turnê nacional, trazendo Harris novamente aos holofotes após um período relativamente discreto em sua atuação pública, após a vitória de Donald Trump.
Em declarações à imprensa, Kirsten Allen, conselheira sênior da ex-vice-presidente, expressou gratidão ao Serviço Secreto pelos serviços prestados.
Fontes ligadas à equipe de segurança de Harris relataram que as preocupações com sua segurança sempre foram elevadas.
A suspensão da escolta não apenas remove os agentes de segurança que acompanhavam Harris continuamente, mas também compromete o monitoramento constante das ameaças que ela poderia enfrentar, tanto no mundo físico quanto virtualmente.
Esse tipo de proteção inclui vigilância sobre redes sociais e comunicação digital. Sem essa assistência federal, assessores temem pela segurança da ex-vice-presidente.
De acordo com informações obtidas pela CNN, manter um nível similar de segurança no setor privado pode acarretar custos que chegam a milhões de dólares anualmente.
A decisão do ex-presidente Trump não foi uma ocorrência isolada. Desde que reassumiu a presidência em janeiro deste ano, ele revogou a proteção para várias figuras associadas à administração anterior.
Isso inclui nomes como John Bolton (ex-conselheiro de segurança nacional), Mike Pompeo (ex-secretário de Estado) e Alejandro Mayorkas (ex-secretário de Segurança Interna). Em março passado, Trump também retirou a escolta dos filhos do atual presidente Biden.
Leia também: Lula autoriza retaliação contra tarifaço de Trump
Trump quer rebatizar Departamento de Defesa como ‘Departamento de Guerra’
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)